pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Ainda os problemas no INSS
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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Editorial: Ainda os problemas no INSS

Crédito da Foto: Agência Senado e Presidência da República


Pelo andar da carruagem política, os problemas estruturais do INSS ainda vão se estender pelas próximas décadas. E não estamos tratando aqui apenas da corrupção sistêmica, mas de outros problemas que afetam o órgão desde algum tempo, a exemplo das intermináveis filas de espera de atendimento das demandas da população. Ficamos assustados com este número, mas estima-se que o órgão recebe, diariamente, algo em torno 61 mil novos pedidos de aposentadoria. O senhor Gilberto Waller, que dirigia órgão há 11 meses, foi exonerado no dia de hoje, 13, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os bastidores diziam que ele estaria sendo cobrado pelo Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, em relação à melhoria do atendimento e diminuição dessa fila de espera. 

Está sendo substituído por Ana Cristina Viana Silveira, uma servidora de carreira do órgão. Waller esteve em audiência na CPMI do INSS, recentemente encerrada melancolicamente, depois de um trabalho sério realizado por parlamentares imbuídos de espírito público. Ele nos passou uma boa impressão. Infelizmente, por razões de natureza nada republicanas, o trabalho da CPMI não foi prorrogado, assim como seu relatório foi rejeitado. O que ocorre que Lula, contingenciado pela resiliência dos seus índices negativos de aprovação, é que sugere-se que estaria tomando medidas para estancar a sangria. Na outra margem do rio, a da corrupção no órgão, já está ajustada a delação premiada de um ex-presidente da autarquia, Maurício Camisotti, que já confessou a gatunagem e se propôs a devolver R$ 400 milhões. 

Por este patamar a devolução dá para entender que as maracutaias no órgão podem muito bem ultrapassar os R$ 6,5 bilhões reais calculados inicialmente. Para complicar o enredo, fruto de uma nova delação, desta vez envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pode-se respingar no famigerado empréstimo consignado, outra modalidade de fraudes dentro do INSS, conforme já havia sido verificada pelo trabalho da CPMI do INSS. Tudo isso como resultado do trabalho da comissão e da Polícia Federal. Já se sabe que outros envolvidos já declararam a intenção de entrar numa negociação de delação premiada. Quer dizer, mesmo que por vias tortuosas, boicotada em seus propósitos, a CPMI está produzindo os seus resultados, como afirma o senador Carlos Viana.  

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