Acabamos de ser informados que o ex-Ministro da Educação, Camilo Santana, será o coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. Ontem, 11, saiu mais uma pesquisa de intenção de voto realizada pelo Instituto Datafolha, confirmando alguns indicadores que estão preocupando o Palácio do Planalto, como a resiliência negativa dos índices de aprovação do Governo, o que está se refletindo diretamente sobre o seu desempenho na campanha. Conforme comentamos no dia de ontem, não apenas o Datafolha, mas outros dois institutos já apontam uma vantagem do candidato Flávio Bolsonaro no segundo turno: AtlasIntel e Paraná Pesquisas. No Datafolha, Lula aparece tecnicamente empatado numa disputa de segundo turno não apenas com Flávio Bolsonaro, mas com Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
Perdeu a vantagem que mantinha sobre os seus concorrentes. Em Governo onde falta aprovação, todos brigam e ninguém tem razão. É mais ou menos esta a situação atual do Governo Lula 3. Embora não seja candidato, Camilo se desincompatibilizou do cargo, o que já significava um indicador de que teria uma missão na campanha. Missão espinhosa, aliás. Assume o leme em mar revolto, num cenário de mar agitado, nuvens carregadas, sem que se possa assegurar que irá desembarcar num porto Seguro ao final. Lula enfrenta uma fadiga de material, problemas na economia, desgaste de imagem e um escândalo gigantesco envolvendo aliados que, de alguma forma, acaba respingando no Governo. Nas eleições de 2022, na condição de candidato ao Senado Federal pelo Ceará, Camilo, literalmente, carregou nas costas o hoje governador Elmano de Freitas.
Vai precisar de toda a sua habilidade para tentar reverter um cenário hoje desfavorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por outro lado, a confirmação do seu nome como coordenador de campanha do petista indica seu cacife em alta como um provável sucessor do morubixaba dentro da agremiação política. A estrela sobe, como se diz. Boa sorte ao atual coordenador, mas, se chegarmos a uma situação onde ele não consiga fazer muita coisa por Elmano de Freitas, no Ceará, e por Lula, como candidato à reeleição, pode-se concluir que ele talvez tenha recebido um presente de grego.

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