pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: o "simbolismo" da adesão de Túlio Gadelha ao projeto de reeleição de Raquel Lyra
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sexta-feira, 3 de abril de 2026

O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: o "simbolismo" da adesão de Túlio Gadelha ao projeto de reeleição de Raquel Lyra


Em Pernambuco, as placas tectônicas da política estão se movendo, contingenciando-nos a acompanhar tais movimentos, sob pena de, em não o fazendo, perder o rumos de tais movimentações e, consequentemente, seus resultados possíveis. Com todas as pompas, ladeado pelo candidato presidencial Flávio Bolsonaro, o deputado federal Mendonça Filho comunicou sua filiação ao PL, deixando o União Brasil, onde militou desde os tempos da antiga Arena. Mendonça tinha uma longa história neste agrupamento político de perfil conservador, como integrante de um clã  familiar tradicional do estado, Os Mendonça, de Belo Jardim. Deve ter tido bons motivos para se desfiliar da legenda, no momento em que seu ex-partido se une ao PP para a formação da União Progressista. Fez questão de reafirmar que seu projeto político no estado é ao lado da reeleição da governadora Raquel Lyra. 

Inquieta a este editor, por outro lado, um eventual arranjo no sentido de construção de um palanque bolsonarista raiz no estado, talvez como linha auxiliar ao Campo das Princesas. O nome de Mendonça foi encontrado, entre as anotações deixadas pelo candidato Flávio Bolsonaro, entre os nomes que poderiam concorrer ao Senado Federal por Pernambuco. Antes disso, Flávio apareceu ao lado do ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, reafirmando que gostaria de vê-lo candidato ao Senado Federal por Pernambuco. Pelo andar da carruagem política, existem dificuldades enormes em acomodar tantos bolsonaristas na chapa da governadora Raquel Lyra. Embora a chapa ainda não tenha sido anunciada, os nomes mais cotados hoje é o de Miguel Coelho, representante da federação União Progressista, e, agora, Túlio Gadelha que, embora filiado ao PSD, segundo dizem, foi colocado na chapa por Raquel com o objetivo de "flertar" com um eleitorado mais à esquerda. 

O discurso de Túlio Gadelha, embora contraditório, é basicamente nesta linha,  procurando forçar a barra, como se diz.  É o senador de Lula na chapa de Raquel Lyra, que conta com apoio do núcleo duro do bolsonarismo no estado. Túlio já foi recebido como o eventual segundo nome ao Senado na formação de sua chapa, deixando no "sereno" muita gente que almejava esta indicação. Como estamos na Semana Santa, vale a advertência bíblica de não servir a dois senhores. E preciso ponderação sobre o propósito de se vender a imagem de Túlio Gadelha como um petista na chapa de Raquel Lyra, sobretudo em razão da "inflação" de bolsonaristas no Palácio do Campo das Princesas. 

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