Viktor Orbán, ícone da direita mundial e líder próximo ao bolsonarismo brasileiro, foi derrotado na Hungria. Ainda temos seis meses para as eleições de 04 outubro. Muita coisa pode mudar até lá, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se desejar ser reeleito, vai precisar melhorar seus índices de aprovação. Está no limite e, hoje, conforme análise do cientista político pernambucano, Antônio Lavareda, correria o risco de não se reeleger. Segundo o cientista político, numa entrevista concedida à revista Veja, Lula está no limite dos índices de aprovação compatíveis com uma reeleição. Trazendo esta avaliação para o cenário pernambucano, entende-se, portanto, considerando-se seus índices de aprovação, porque a governadora Raquel Lyra reúne as condições efetivas de se reeleger.
O pior é que o Governo está tentando fazer de tudo e tudo não tem sido suficiente para reverter esta situação desconfortável. Esta prevista para logo mais - naturalmente sem a mesma repercussão da Datafolha do último dia 11, por razões já explicadas por aqui - a nova pesquisa do Paraná Pesquisas sobre a disputa presidencial de 2026. Parece que o eleitorado está saturado com esses pacotes de bondade, que antes surtia tantos efeitos positivos. Hoje eles não estão se traduzindo em votos, tampouco mudando o humor dos brasileiros em relação ao Governo. Há uma resiliência dos índice negativos de aprovação.. O governo precisa identificar urgentemente as causas deste fenômeno, sob pena de sucumbir a ele. Mesmo antes de disparar o arsenal contra o principal opositor, o candidato Flávio Bolsonaro, até porque isso pode não surtir os efeitos desejados.
Até em redutos tradicionais petistas, a exemplo da região Nordeste, no caso do Maranhão especificamente, segundo pesquisa do Paraná Pesquisas, em relação aos escores obtidos nas eleições de 2022, Lula teria perdido muitos votos. Assim como o Ceará e a Bahia, o Maranhão é um reduto forte do petismo, sobretudo pela ascendência do hoje Ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que construiu uma grande liderança no estado. O fenômeno se verifica até em Pernambuco, berço político do presidente Lula, estado onde ele nasceu. Em relação às eleições de 2022, a queda foi da ordem de 10%.

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