Soubemos há pouco que o pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, estaria entabulando conversas com um ex-assessor do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com o objetivo de construir o seu programa de governo. É salutar que ele tome tal iniciativa, com respeito ao eleitorado, como convém a quem deseja seu voto para habilitar-se a ocupar a cadeira do Palácio do Planalto. Sobre Flávio Bolsonaro, há uma grande incógnita em torno do assunto. O que se sabe mesmo são promessas pontuais, como a de anistiar os envolvidos no episódio do 08 de janeiro, entre eles, o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Numa matéria recente, o jornalista Élio Gaspari questionou a sua experiência administrativa, que se resumia a gerência de uma loja de chocolates. Flávio realmente não possui nenhuma experiência no Executivo.
Lula possui experiência de sobra, mas, mesmo assim, precisa apresentar algo novo à população, algo que justifique a sua permanência no Palácio do Planalto, conforme ele mesmo admite. Por enquanto, a pré-campanha permanece circunscrita à troca de farpas, à guerra das torcidas organizadas pelas redes sociais. O editorial do Estadão do dia de hoje, 22, é dedicado a este assunto, ou, para sermos mais precisos, à ausência deste assunto no debate político, onde se critica a inexistência de uma discussão mais consequente acerca dos grandes gargalos do país. E olha que são inúmeros, como a crescente infiltração do crime organizado nas instituições públicas, solapando os alicerces democracia, como é o caso do Rio de Janeiro e de cidades menores, a exemplo de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa.
Um dos ministros da Suprema Corte informou ter ouvido de fontes da Polícia Federal que entre 32 e 34 parlamentares da Alerj, supostamente, auferiam algum suborno do jogo do bicho. Na Bahia, o assunto do momento é uma fuga de 16 prisioneiros do sistema penal, num conluio entre agentes públicos, políticos e facções do crime organizado. No Ceará, depois de um ano de expedido um mandado de prisão, não se sabe o paradeiro de Bebeto do Choró, político ligado ao PSB, envolvido até a medula em ilícitos, segundo as investigações da Polícia Federal.

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