pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Lula convoca policiais federais para combater o crime organizado
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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Editorial: Lula convoca policiais federais para combater o crime organizado


Policiais afastados dos seus cargos para assumirem outras atividades funcionais é algo relativamente comum. Dentro do próprio serviço público tal procedimento é permitido. Há cessões de servidores de um órgão para outro e alguns policiais acabam sendo destinados, ao final das contas, às funções meramente burocráticas. O efetivo de policiais em operações específicas é um dado importante no enfrentamento da criminalidade. Há cálculos até mesmo sobre uma proporção ideal em relação ao número de habitantes de uma determinada região geográfica. O pedido de Lula no sentido de convocar este efetivo e colocá-los em operação é um dado que integra as ações visando o enfrentamento do crime organizado, mas a situação é bem mais complexa. 

Chegamos a um estágio complicado, onde essas facções estão operando dentro da máquina pública, num conluio entre agentes privados e agentes públicos mancomunados. Todos os dias ocorrem registros de pseudo agentes públicos policiais agindo em conluio com grupos faccionados. Não vamos nem mencionar alguns casos aqui para não melindrarmos. Mais recentemente, ocorreu uma conversa reservada entre o promotor Lincoln Gakiya, conhecido por sua atuação no combate ao PCC, e a Rota, uma tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo. Depois se soube que os planos ali traçados chegaram ao comando desta facção criminosa, negociado, supostamente, por cinco milhões de reais. Tentaram imputar a responsabilidade pelo vazamento a um agente penal que acompanhava Lincoln, mas este assegura ter plena confiança no servidor.  

Quando um ex-delegado da Polícia Federal afirmou que precisaríamos proceder uma grande reestruturação das policiais estaduais, como pré-condição para o enfrentamento do crime organizado, entende-se a que ele se referia. Trata-se de uma tarefa hercúlea, a começar pela indisposição da oposição em sentar à mesa com a União para construírem um consenso mínimo sobre o assunto. Vocês conhecem bem o resultado de uma reunião entre o ex-Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e os governadores estaduais. Um deles foi logo afirmando que quem mandava em sua polícia era ele e que não aceitaria ficar subordinado às determinações da PF.

P.S.: A notícia ainda é melhor do que observamos por aqui. Na realidade, trata-se da ampliação de vagas relativas ao concurso realizado em 2025. Serão convocados mais mil aprovados entre os diversos cargos.  

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