pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: A vitalidade de Lula
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sexta-feira, 10 de abril de 2026

Editorial: A vitalidade de Lula

Crédito da Foto: Divulgação


Até recentemente, o Ministro-Chefe da SECOM, Sidônio Palmeira, afirmou que não haveria hipótese de o presidente Lula desistir de sua candidatura. O mandatário é candidatíssimo a um quarto mandado. Recai sobre Sidônio Palmeira uma responsabilidade imensa sobre os índices de popularidade do presidente Lula, uma vez que ele atua numa área nevrálgica, suscetível a uma enxurrada de críticas quando as coisas não vão bem. E, a rigor, embora não se possa responsabilizar a área de comunicação institucional por todos os problemas do Governo Lula3, de fato, as coisas não vão bem. O próprio Lula, numa fala recente, afirmou que precisava apresentar algumas novidades para a população, num reconhecimento de que o PT enfrenta, neste momento, um grave problema de fadiga de material. 

Se os eleitores já estão decididos a não permitir uma nova oportunidade ao PT, não vale a pena insistir. Não fosse suficiente os problemas inerentes à gestão, surgiram vários escândalos de corrupção envolvendo os Três Poderes da República e essa conta, direta ou indiretamente, acaba cobrando a fatura do Governo de turno. A saúde de Lula está muito boa para um cidadão de 80 anos. Os questionamentos sobre a sua condição física e mental é o de menos. Isso, inclusive, não deve ser o determinante em sua decisão de candidatar-se ou não. Pelo sim, pelo não, de qualquer forma, possivelmente sob a influência de Sidônio, Lula voltou a dá demonstrações de vitalidade, aparecendo publicamente em fotos praticando algum tipo de atividade física ou apresentando-se eventos públicos  correndo.

Considerando-se a hipótese de uma eventual desistência, é preciso deixar claro que os "substitutos" - hoje os mais cotados são Fernando Haddad ou Camilo Santana - precisam apresentar "novidades" para o eleitorado. Um dos pontos fracos do adversário que hoje ameaça a hegemonia do PT é exatamente a ausência de um programa, uma proposta de governo. Fica claro que as contingências o jogaram na arena sem que ele estivesse "pronto". Pela experiência na gestão do maior estado do país, o governador Tarcísio de Freitas não teria este problema. Flávio não tem nenhuma experiência com a gestão da máquina. Ele tem fragilidades inerentes, que poderiam ser questionadas civilizadamente, sem que se parta para os ataques pessoais. 

 

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