pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: A lista do Master
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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Editorial: A lista do Master


Depois dos conselhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a notícia que mais repercute na crônica política do país no dia de hoje, 09, é uma lista, obtida e divulgada por órgãos da chamada grande mídia, com nomes de políticos que teriam supostamente recebido dinheiro do Banco Master. Pensamos, a princípio, que se tratasse de algo relacionado à delação premiada que, aliás, ainda não teria sido homologada, mas sabe-se como as coisas ocorrem neste país. Antes do sujeito abrir a boca, já se sabe que o ele poderia delatar e a imprensa já teria uma lista de possíveis envolvidos. Neste caso em particular, no entanto, são dados obtidos através das declarações da própria instituição bancária aos órgãos de controle da União.  

Não vamos citar a lista por aqui, mas ela é bastante expressiva. Nunca tivemos uma instituição bancária que remunerasse tão bem os seus prestadores de serviço. As quantias são sempre vultosas, bem acima da média de pagamento do mercado. Cogitou-se a possibilidade de instauração de uma CPI do Banco Master - o que seria bem-vinda e necessária - mas, se depender de alguns atores políticos que hoje ocupam espaços relevantes de poder - e portanto de decisões - a CPI do Banco Master não vai deixar de ser apenas uma aspiração de homens públicos que preservaram a sua capacidade de indignação, sua honradez e espírito público. Há assinaturas mais do que  suficientes para sua instauração, mas sempre esbarra no crivo da interdição política, movida por interesses nenhum pouco republicano. 

A CPMI do INSS acabou de forma melancólica, depois de um trabalho primoroso realizado pelo seu presidente, o senador Carlos Viana, seu relator, o deputado Alfredo Gaspar, assim como por sua bancada de parlamentares. Isso é bem o retrato de quem luta por fazer as coisas certas num país com as características do Brasil. Manobraram até para deixar o senador Carlos Viana sem partido em seu reduto eleitoral, Minas Gerais. Ainda bem que ele está acomodado e com chances reais de renovar o mandato. A CPI do Crime Organizado, que trabalha com um dos temas mais nevrálgicos hoje no pais, já se sabe que não será prorrogada. No dia de ontem, o relator Alessandro Vieira praticamente admitiu que ela não será prorrogada, embora houvesse esta necessidade, imposta pela demanda dos trabalhos que poderão ficar inconclusos. 

Na Paraíba, recentemente, quatro jovens trabalhadores que vieram da Bahia foram encontrados mortos, com elevado estágio de decomposição dos corpos, numa mata do bairro de Brisa Mar. Já se tinha uma ideia do que poderia ter ocorrido e , hoje, 09, com a prisão de um suspeito de participação no crime, praticamente estão se confirmando as suspeitas iniciais de possível motivação com o envolvimento de facções do crime organizado. Um dos integrantes do grupo teria mantido uma desavença com um faccionado da cidade de Bayeux, onde ele estavam hospedados. Bayeux, localizada na Região Metropolitana de João Pessoa, tornou-se uma das cidades mais violentas do estado, sobretudo em razão da presença e atuação do crime organizado na cidade. Em Alagoas, a famosa Rota dos Milagres, famosa por envolver um conjunto de praias paradisíacas do Litoral Norte do estado, está se tornando a Rota da Morte, uma vez que estão são recorrentes o desparecimentos de jovens por algum tipo de envolvimento com o tráfico de drogas. Algumas autoridades da capital federal parecem que estão alheias a estes sinais, senador Alessandro Vieira. Isso é gravíssimo. 

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