No dia ontem, 20, ocorreu uma festividade dos índios Potiguares de Baía da Traição, guerreiros que já enfrentaram até os portugueses durante o período da colonização. Como estamos num momento de movimentação política intensa, estiveram presentes o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, que concorre a uma vaga de deputado federal, e o ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, que concorre ao Governo do estado nas eleições deste ano. Ambos, civilizadamente, trocaram cumprimentos, acendendo as especulações acerca de uma costura de parceria entre ambos. Depois do episódio, o próprio Ricardo Coutinho, em suas redes sociais, andou explicando que se tratou apenas de uma mera formalidade entre dois políticos. Nada mais do que isso, desaconselhando especulações a respeito do assunto.
Ambos estão politicamente rompidos. Na Paraíba, no entanto, isso não quer dizer muita coisa. Aliás, diz quase nada, uma vez que políticos rompidos num momento, fazem juras de amor num outro momento, tudo em nome dos arranjos políticos de conveniência. João Azevedo, por exemplo, foi escolhido por Ricardo Coutinho como seu sucessor, que entregou a ele uma super secretaria de infraestrutura, nadando em verbas, tudo com o objetivo de que ele se projetasse e fosse eleito governador da Paraíba. Acabaram rompendo algum tempo depois. Ricardo, que era inimigo figadal dos Cunha Lima, acabou fazendo uma aliança com a família, onde Cássio Cunha Lima se elegeu senador com mais de um milhão de votos. Hoje Cássio cuida apenas de orientar a terceira geração da família, que já atua na seara política.
Um dia antes desta ocorrência de Baía da Traição, o PT de Campina Grande havia tomado uma resolução de apoiar os nomes do ex-governador João Azevedo e do senador Veneziano Vital do Rego, que concorrem ao Senado Federal nas eleições deste ano. Com isso, o PT de Campina Grande deixa de apoiar os dois candidatos ao Senado Federal que concorrem na chapa de Lucas Ribeiro, ou seja, João Azevedo e Nabor Wanderley. É como se aqui em Pernambuco, caso se viabilizasse a composição da chapa de João Campos com a federação União Progressista, e os dois senadores fossem Humberto Costa e Eduardo da Fonte, os militantes petistas de algum diretório municipal importante entendesse que apenas Humberto Costa representaria os interesses do campo progressista, não recomendando o voto em Eduardo da Fonte, e escolhendo alguém de perfil igualmente progressista, mas integrado a uma outra chapa.

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