A aliança política montada pelo ex-governador João Azevedo foi uma das mais ecléticas. Reunia praticamente todas as tribos políticas do estado da Paraíba. Há alguns meses atrás, quando o nome de Lucas Ribeiro(PP-PB) ainda não havia sido ungido por João para ser seu substituto no Palácio da Redenção, Cícero Lucena, moveu moinhos políticos para ser o indicado daquela coalizão de forças ao Governo do Estado. Lucas Ribeiro, que é filiado ao PP, com o apoio da família Ribeiro agigantou-se no contexto da coalizão, tornando-se o indicado. Cícero Lucena abriu uma dissidência e lançou o seu nome ao Governo do Estado, empreendendo grandes esforços, juntamente com o MDB, para ter o apoio do PT. O partido chegou a considerar tal possibilidade, mas, no final, fechou com a chapa de Lucas Ribeiro, muito em função da força e do DNA do ex-governador João Azevedo, que é filiado ao PSB, partido com o qual o PT tem grandes afinidades e, principalmente, compromissos eleitorais.
A questão que se coloca é no que se refere ao apoio de Lula ao palanque de um candidato do PP, assim como o PP assumir a candidatura de Lula no estado, uma vez que, nacionalmente, estão tomando rumos distintos para as eleições de 2026. Lucas Ribeiro assegura que o partido está ciente de que ele apoiará Lula como candidato presidencial. Alfinetando o debate, Cícero sugere que procuremos onde está dito que Lula apoiará o nome de Lucas Ribeiro. Aqui em Pernambuco poderia ter ocorrida uma situação semelhante, embora menos traumática, porque o PP não seria o cabeça de chapa. Por pouco não houve uma aliança entre o PP e os socialistas, onde o principal ator político do PP no estado poderia ter assumido uma das vagas ao Senado Federal.
Situações assim devem ocorrer em toda a quadra nacional, como reflexo do nosso sistema partidário. Aqui em Pernambuco, embora com uma penca de apoiadores de perfil conservador\bolsonaristas, a governadora Raquel Lyra, ao que se sugere, ainda não perdeu completamente as esperanças de um eventual apoio do Planalto em seu projeto de reeleição. Lula, mais do que nunca, precisa fazer jus aos companheiros sobre uma fala durante uma entrevista, ainda na década de 80, a um jornal do ABC Paulista, onde afirma: "Não importa a cor do voto se ele cai na urna".
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