pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Editorialista do Estadão vota contra a indicação de Jorge Messias ao STF.
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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Editorial: Editorialista do Estadão vota contra a indicação de Jorge Messias ao STF.


Até recentemente, Lula teria mantido uma conversa com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, acerca das movimentações em torno da sabatina de Jorge Messias para o Senado Federal. Estima-se que isso ocorrerá apenas no segundo semestre. Davi Alcolumbre, que, num passado recente foi bastante atencioso com o pleito do Executivo envolvendo outros indicados, desta vez afirmou, assim como Pôncio Pilatos, que lavava as suas mãos quanto a aprovação do indicado de Lula ao STF. A indicação e Messias ao STF é um enredo de novela mexicana, que vai se arrastando indefinidamente, sem que se possa prevê algum final feliz para o protagonista. Cria-se tantas situações paralelas em torno do enredo principal que acaba por confundir os telespectadores. 

A relação de confiança de Lula em torno do seu indicado é a melhor possível. Mesmo com o lobby em torno da indicação do nome do ex-Presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, Lula acabou optando por indicar o ex-chefe da AGU, oriundo do grupo Prerrogativas, que esteve ao lado do presidente nos seus piores momentos, quando ele esteve preso em Curitiba. Fora essa relação afetiva e de gratidão, o nome de Jorge Messias, por uma infinidade de razões, teria dificuldades de passar na sabatina do STF. Messias teria que se mostrar confiável a um número expressivo de senadores da Oposição, o que não está sendo fácil. Conta hoje com apenas 16 senadores certos. Fez um périplo pelos corredores do Senado Federal, conversou com os senadores, mas, mesmo assim, a resistência à sua indicação é notória. 

O curioso neste enredo de novela mexicana é que ele, depois das providências institucionais possíveis, como escrever uma carta falando de seus propósitos como eventual Ministro da Suprema Corte, já disse que está disposto a ir a sabatina independentemente do resultado. Vai arriscar. Nem ele mesmo está suportando este verdadeiro calvário. As manifestações públicas em apoio ao seu nome vieram de onde menos se esperava, a exemplo do Ministro André Mendonça, que desejou, durante um seminário onde estiveram juntos, que em breve eles poderiam se encontrar na Suprema Corte, assim como Valdemar da Costa Neto, Presidente Nacional do PL. Hoje, 08, o terrível editorialista do Estadão, produziu um editorial demolidor sobre o assunto, afirmando que o Senado Federal não poderia aprovar o nome de Messias para o STF. Invoca-se, entre outras questões, o chamado critério técnico do notório saber. Muito mais do que o notório saber, no entanto, o jornal faz referências às questões políticas. 

Em clima de normalidade institucional, a sabatina do Senado Federal é apenas uma formalidade. Na história da República, só há registro de um nome que foi rejeitado pela Casa Alta. Em clima de beligerância institucional, onde todos os Três Poderes tentam reafirmar as suas reais atribuições institucionais, a possibilidade de uma reprovação - que seria vexatória - existe. O país está passando por um momento muito delicado. Recentemente tivemos a rejeição do relatório da CPMI do INSS, depois de um trabalho minucioso de investigação, produzido por um ex-promotor de justiça, com atuação junto ao GAECO no seu currículo, que esquadrinhou a quadrilha que roubou os sagrados proventos dos aposentados e pensionista. 215 nomes arrolados e, apenas para salvar a pele de uns gatos pingados blindados pelo sistema, o relatório não foi aprovado. O interesse de grupelhos se sobrepôs ao interesse público. Foi triste vê o semblante de desolação do senador Carlos Viana, ao final dos trabalhos. É o Brasil. 

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