O publicitário Sidônio Palmeira teria chegado ao Planalto, segundo dizem, com o aval do núcleo baiano do governo petista, ou seja, aqueles atores políticos do estado que ganharam uma grande capilaridade política depois que conseguiram a proeza da assegurar mais de 70% dos votos dos eleitores da Bahia para o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva. A Bahia foi o estado que deu o maior percentual de votos ao presidente Lula. O ex-governador Rui Costa assumiu a Casa Civil e projetou-se, inclusive, como um dos possíveis nomes para segurar o bastão do petista depois que ele resolvesse se aposentar. Pelo andar da carruagem politica, porém, tudo leva a crer que Lula só deixa o Palácio do Planalto depois de morto.
No núcleo que exerce ascendência sobre o presidente, hoje, sugere-se que o ex-Ministro da Educação, Camilo Santana, se configura como aquele ator político em melhores condições de ser ungido pelo morubixaba petista. Mas isso já é uma outra discussão. Sidônio Palmeira chegou ao Planalto como aquele bombeiro que chega apara apagar o incêndio. A comunicação institucional do Governo estava eivada de problemas e ele seria a solução mágica. A gente sabe que não é bem assim que funciona. Não se pode negar o seu empenho, inclusive tentando articular os diversos órgãos do governo no sentido de ajustaram o passo dentro das diretrizes ou políticas de comunicação institucional introduzida por ele na SECOM.
Quando chegou ao órgão ele já tinha percebido alguns "gargalos" que precisariam ser corrigidos, como a lentidão com que as realizações do Governo chegavam à população, perdendo feio em termos da velocidade das redes sociais. Várias reuniões foram feitas, muitas mudanças introduzidas, inclusive um reforço expressivo no time que ficaria responsável pelas mídias sociais. Em vários momentos, para o seu desespero, o próprio presidente Lula deu com a língua nos dentes, fazendo algumas falas infelizes, obrigando Sidônio a correr atrás do prejuízo. Sobretudo quando as coisas não vão bem, a área de comunicação institucional é um das mais afetadas. Segundo a imprensa noticia, na última reunião ministerial o Ministro da Casa Civil, Rui Costa, teria proferido algumas ponderações críticas acerca do trabalho da SECOM. Não temos conhecimento da fala exata do Ministro Rui Costa, talvez ele tenha feito as ponderações necessárias, mas soa um exagero responsabilizar Sidônio Palmeira por todos esses "tropeços", que não são apenas de comunicação.

Nenhum comentário:
Postar um comentário