pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: disputa empatada entre João Campos e Raquel Lyra.
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segunda-feira, 6 de abril de 2026

O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: disputa empatada entre João Campos e Raquel Lyra.



O presidente Lula parece que está enfrentando aquela fase de maré braba, onde tudo sugere-se que está dando errado. Agora é a polêmica de uma suposta carne de paca que a sua esposa, Rosângela da Silva, a Janja, estaria preparando para ele. Animal silvestre, a carne de paca seria proibida para o consumo, segundo a legislação ambiental. Num dos seus vídeos que circularam pelas redes sociais neste final de Semana Santa, a governadora Raquel Lyra aparece radiante, colhendo frutos enquanto caminhava num sítio da família, possivelmente em Caruaru, seu reduto eleitoral. Acreditamos que ainda não havia tomado conhecimento sobre os dados da pesquisa realizada pelo Instituto Veritá, divulgada neste domingo, 07, onde ela aparece rigorosamente empatada com o candidato João Campos. Ambos disputam o Governo do Estado nas eleições de 2026. 

Lá atrás, quando começaram as especulações acerca de uma eventual candidatura do prefeito ao Palácio do Campo das Princesas, João abria uma vantagem enorme sobre a governadora, com indicadores de que poderia encerrar a eleição ainda no primeiro turno. Com trabalho, articulação política, entregas e uma melhoria significativa em sua diretriz de comunicação institucional - seguida à risca pela governadora - esta diferença foi caindo gradativamente e agora confirma-se o empate técnico, algo com o potencial de ser muito comemorado no Palácio do Campo das Princesas, assim como suscitar uma ampla reflexão no Palácio Capibaribe. Para esta semana aguarda-se uma nova pesquisa sobre a disputa no estado, desta vez realizada pelo Instituto Real Time Big Data. Hoje, 06, seus pesquisadores já devem estar em todo o estado coletando dados da disputa pelo Governo e pelo Senado Federal. Os resultados devem sair ainda esta semana. 

Geralmente se aconselha ficar atentos à série histórica, que seria uma média ponderada das diversas pesquisas realizadas sobre um determinada disputa, onde se pode inferir sobre tendências efetivas. Por outro lado, já se antecipando àqueles que advogam que não haveria grandes motivos para comemorações, convém frisar que as pesquisas anteriores já antecipavam que haveria uma tendência de a governadora equilibrar a disputa em Pernambuco. A pesquisa do Instituto Veritá, portanto, confirma esta tendência. Para o Senado Federal, um outro empate técnico, desta vez entre o senador Humberto Costa, que disputa a reeleição, e a candidata Marília Arraes. Ambos bebem na mesma fonte do eleitorado de perfil mais progressista, o que preocupou setores do PT desde o início. 

Na "cola" de ambos, os nomes de Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina, que crava 13,8% das intenções de voto, assim como o nome de Anderson Ferreira, que aparece muito bem, tanto para o Senado Federal quanto para o Governo do Estado. Será que os bolsonaristas se animam para montagem de uma chapa que sirva de palanque de Flávio Bolsonaro no estado, conforme nos referimos em nosso último texto sobre este assunto? A questão aqui é a capacidade maior de atração de Marília Arraes em relação a este voto progressista e a entrada de um candidato de perfil mais conservador no circuito, atrapalhando a reeleição do real senador de Lula no estado. A pesquisa do Instituto Veritá foi realizada entre os dias 24 e 30 de março, ouviu 2.010 pessoas, com margem de erro de 2,5 pp, registrada no TSE\BR -0 4215\2026. 

Para o Governo do Estado: 

Raquel Lyra(PSD)              35,4%

João Campos(PSB)            35,4%

Para o Senado Federal: 

Humberto Costa(PT)           18,4%

Marília Arraes(PDT)            18,4%

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