Há uma grande expectativa em torno do encontro entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra cumprindo pena na Papudinha. Ao que se sabe a iniciativa partiu do governador. De olho no lance, como diria Sílvio Luiz, para não perdermos nenhum movimento importante neste tabuleiro político. Especula-se, por exemplo, que seria o momento de Tarcísio de Freitas sepultar, em definitivo, suas pretensões ao Palácio do Planalto, em 2026. Outros observadores acreditam que não. Tarcísio tem uma reeleição assegurada em São Paulo. É imprudente largar o certo pelo duvidoso, principalmente depois do processo turbulento em que está se tornando esta definição de uma candidatura de centro-direita.
Apesar dos apoios recebidos, Flávio Bolsonaro ainda não convence alguns setores conservadores acerca de sua viabilidade eleitoral. Dizem que o Planalto até torce pela consolidação de sua candidatura. Ele, que precisava acenar para uma linha menos radical, à medida em que o tempo passa, tem se tornando um bolsonarista renhido, alimentado a intermitente polarização política que pode favorecer o PT. Aliás, alguns observadores mais entusiasmados estão dando como certa a reeleição de Lula. O morubixaba petista teria um quarto mandato pela frente. Bolsonaro teria algo mais premente com que se preocupar neste momento, como o seu estado de saúde, que não é nada bom. Sua defesa tenta uma prisão domiciliar, mas as coisas estão difíceis junto ao STF. Gilmar Mendes negou o pedido.
Bolsonaro vai pedir a Tarcísio o apoio do governador ao projeto de Flávio Bolsonaro? Tarcísio diria a ele que ainda alimenta alguma expectativa de uma candidatura presidencial? Especula-se que o Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, poderia compor a chapa de Flávio como candidato a vice-presidente. Caso isso se confirme, os dois nomes mais competitivos do campo conservador em disputa ao Senado pelo estado de São Paulo estão fora do páreo. Sabe-se que se Tarcísio de Freitas optar pelo projeto de reeleição muda toda a configuração de disputa política naquela praça. Se ele não for candidato, até Fernando Haddad se sente habilitado a entrar no páreo.

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