Circula um vídeo nas redes sociais - sugere-se que seja autêntico - onde o presidente Lula afirma que esperaria a tomada de decisão do Governo Trump sobre as tarifas para, somente depois, tomar alguma iniciativa. O vídeo foi realizado possivelmente durante uma cerimônia pública, talvez entrega de obras, onde as bravatas são recorrentes. É possível até que ele não raciocinasse dessa forma e tenha até tomadas algumas iniciativas de negociações com os americanos, através de seus assessores. O fato é que essas negociações não andaram e durante os pronunciamentos públicos das autoridades daquele país, a conclusão é que faltou o empenho necessário do Governo brasileiro no sentido de um equacionamento dessa questão.
O fato é que as contas chegaram, trazendo aquelas consequências indesejáveis, pois irão se refletir diretamente sobre setores produtivos importantes, produzindo prejuízos para a nossa economia e repercutindo sobre o emprego de milhares de pessoas. No momento, do ponto de vista das negociações, a corda está bastante esticada entre os dois países, com acusações de parte a parte. Em mais um dos seus arroubos, o Governo Lula afirma que vai jogar duro com o Governo dos Estados Unidos, auferindo os lucros eleitorais que a situação provocou. Já há quem esteja sugerindo que a reeleição de Lula, no atual contexto, são favas contadas. Há um derretimento da candidatura de Flávio Bolsonaro, posto que organicamente vinculada às mazelas do tarifaço.
Neste momento, Trump é o maior cabo eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a reeleição. O ônus do tarifaço será atirado no colo do adversário Flávio Bolsonaro. Se a situação for revertida, o mérito será também do presidente Lula, o que significa dizer que a situação política é confortável para ele neste momento. É preciso entender, no entanto, que este é um jogo complicado, quando se entende, sobretudo, que o Governo Norte-Americano pretende influenciar nas eleições do país, assumindo que se afina com o projeto político dos bolsonaristas.

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