Recentemente ficamos sabendo que a coordenação de campanha do senhor Flávio Bolsonaro entrou novamente com uma representação no TSE contestando os resultados de uma nova pesquisa de intenção de voto do Instituto Atlas\Intel. Num primeiro momento, a coordenação de campanha contestou os resultados de um outro levantamento deste mesmo instituto, pleito que foi acatado pelo Ministro Nunes Marques, presidente daquela corte eleitoral, numa decisão que causou enorme discussão entre os analistas e pesquisadores, trazendo à luz questões relativas aos métodos de pesquisa utilizados por esses institutos. Curioso que, logo em seguida, o próprio TSE, através do mesmo ministro, comunicou a existência de um preocupação no sentido de estabelecer uma espécie de "controle de qualidade" do trabalhos desses institutos.
Uma espécie de "selo" de qualidade dos institutos. À época, em razão da repercussão do caso, muitos CEO's ou diretores dos inúmeros institutos de pesquisa que atuam no mercado brasileiro se manifestaram sobre o assunto, sempre em defesa do rigor técnico, metodológico e isenção que orientam as pesquisas desses instituto, evitando, assim, os eventuais vieses que poderiam comprometer a autenticidade do resultado dessas pesquisas. Comentamos por aqui que talvez fosse o caso de uma "regulação de mercado", ou seja, a necessidade de criação de uma entidade que pudesse estabelecer normas para a criação e atuação desses institutos, que costumam proliferarem em períodos eleitorais, fato em particular que poderiam suscitar alguma inquietação.
No mercado brasileiro existem inúmeros institutos em atuação, todos muito bem consolidados e com um excelente nível técnico dos seus trabalhos. Tivemos curiosidade de acompanhar a resposta do CEO do Atlas\Intel, Andrei Roman, acerca desta nova contestação apresentada pela pré-campanha do senhor Flávio Bolsonaro. Ele se mostra convencido de que não precisa alterar em nada os critérios adotados pelo instituto em relação à realização dessas pesquisas. Outros dados que este editor se preocupou em observar foram os escores apresentados ali, que indica, na realidade, um crescente declínio dos índices de intenção de voto do candidato Flávio Bolsonaro. Nesta pesquisa, em primeiro turno, Lula aparece com 46,3% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 36,6%. No segundo turno, Lula 48,8%, enquanto Flávio crava 42,3%.

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