| Crédito da Foto: Ana Branco, Agência O Globo |
Hoje o dia será pequeno para as discussões em torno deste assunto, logo após a divulgação das pesquisa de intenções de voto do Instituto BTG\Nexus, onde o candidato do Avante, Augusto Cury, aparece com 11%, o que significa um salto gigantesco em relação ao universo de pesquisas anteriores onde o candidato não conseguia ultrapassar os 2%. Ainda é cedo para afirmar que se ele reúne as condições efetivas para furar a bolha da polarização, mas algumas questões já podem ser levantadas, a exemplo do que temos afirmado por aqui, ou seja, que estamos numa campanha presidencial marcada pelo "eu ainda sei o que vocês fizeram no verão passado", remetendo a um futuro de perspectivas incertas, temerárias ou certas, porém indesejáveis. Se aquele contingente de eleitores independentes estão direcionando suas insatisfações e indecisões para o candidato do Avante, aí sim teremos novidades na disputa. As últimas pesquisas indicavam que eles estavam diminuindo, mas sabe-se que praticamente "forçados" a tomarem uma decisão por um dos lados da polarização.
Do ponto de vista do candidato do Planalto, não é improvável que a sua estagnação nas pesquisas de intenção de voto possa ter relação aos inquéritos que correm contra Fábio Luís Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal. Em relação a Flávio, muito provavelmente o Dark Horse esteja produzindo os efeitos dos coices. Uma jornalista declarou que o candidato bolsonarista tratou apenas do seu "currículo" na entrevista concedida à Rede Globo. Cada afirmação sua sugere-se uma correção imediata. Afirmar que temos poucos presos no Brasil é algo que não faz jus à nossa realidade de terceira maior população carcerária do mundo. Nós estramos numa campanha presidencial sensivelmente frágil, onde o debate que interessa não está na agenda. Isso já vem de algum tempo. É importante termos algum alento de mudança competitiva desse jogo. Até para provocar a ida dos principais competidores aos debates públicos.
Outra questão importante diz respeito ao segundo turno das eleições. Há um grande equilíbrio de forças entre Lula e Flávio Bolsonaro. Lula 46%, Flávio 45%. Em termos de composição de alianças, é possível que Flávio leve algumas vantagens por aqui. Lula está sozinho como representante das forças de esquerda ou progressista. A pesquisa ouviu 2.005 eleitores, por telefone, entre os dias 28 e 30 de agosto. A pesquisa foi contratada pelo Banco BTG\Pactual. A margem de erro é de 2pp para mais ou para menos, com índice de confiabilidade de 95% e está registrada no TSE\BR- 08900\2026.



