pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Cenas de guerra no Rio de Janeiro
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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Editorial: Cenas de guerra no Rio de Janeiro



35% da população do Rio de Janeiro já vive em território controlado pelo crime organizado. A ausência do aparelho de Estado é praticamente inexistente nessas áreas. Há um controle absoluto de facções do crime organizado, em alguns casos, lutando entre si para ampliarem os seus domínios, como o que está ocorrendo mais recentemente entre o CV e o TCP. Quando a Polícia age, as retaliações são imediatas, com medidas como o fechamento do comércio, sequestro de ônibus para barricadas, cenas de barbárie em tempo de paz. Ouro dia a Polícia encontrou um automóvel com artefatos explosivos quando tentou entrar numa área sob o controle do Terceiro Comando Puro. A ideia seria detonar o carro, provocando a morte dos policiais que tentavam entrar o domínio da facção, o Complexo de Israel. 

O que ocorre no Rio de Janeiro já é possível observar em outras praças do país, a exemplo da Bahia e do Ceará. Ontem mesmo, em razão da morte de um traficante de uma dessas facções, ocorreu um toque de recolher no comércio de Morrinhos, cidade do Litoral Norte cearense. Adesão total. Ninguém ousou contrariar as determinações do crime organizado, tampouco o Estado reuniu condições de garantir a ordem pública. No caso do Ceará, o que consideramos fora de propósito é que o atual governador, Elmano de Freitas(PT-CE), durante os debates com o candidato Ciro Gomes(PSDB-CE), insiste em discutir a filigrana acerca do momento exato em que a fação Comando Vermelho instaurou-se no estado. Isso é o menos importante. O que interessa, de fato, é que o aparelho de Estado falhou clamorosamente no enfrentamento do crime organizado. Nos debates, possivelmente orientado por marqueteiros, ele tem batido nessa tecla.

Hoje é o dia da sabatina do candidato Flávio Bolsonaro na Rede Globo. Ontem as redes sociais divulgaram que haveria uma possível alteração no horário previsto. Em todo caso, a entrevista ocorre logo após a edição do Jornal Nacional. Comenta-se que ele havia dito que poderá anunciar alguns nomes de um eventual futuro governo. Aqui para nós, se considerarmos a dinâmica da entrevista de ontem, com o presidente Lula, acreditamos que ele não terá muito tempo para isso. No caso de Lula, a metade da entrevista abordou o escândalo do INSS, respingando nas suspeitas que pesam contra nomes como Fábio Luís da Silva e Jaques Wagner.   

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