Soubemos há pouco que o candidato Flávio Bolsonaro se preparou durante uma semana para a sabatina da Rede Globo. Treino efetivo, segundo matéria de O Globo, com a ajuda da própria esposa, que assumiria a bancada doméstica como uma espécie de clone da jornalista Renata Vasconcelos. Logo após a entrevista, Flávio foi saudado por apoiadores e assessores mais próximos, que chagaram a comemorar a sua performance durante a entrevista. Como já externamos nossa opinião por aqui acerca do desempenho do candidato durante a entrevista vamos pular esta etapa. O Globo também anuncia a primeira pesquisa do Instituto Datafolha logo após o término da série de entrevista, o que amplifica, cada vez mais, a importância de tais entrevistas na corrida pelo Palácio do Planalto, principalmente num contexto onde alguns candidatos se recusam a participar dos debates. Vamos aguardar a pesquisa, que deve sair ainda nesta semana, possivelmente ao cair da noite, para aumentar as expectativas.
O mais importante no editorial de hoje, no entanto, diz respeito à pesquisa do Instituto Vox Brasil, que aponta a dianteira numérica de Flávio Bolsonaro sobre Lula num eventual segundo turno das eleições. É claro que vamos ter segundo turno. Embora a diferença seja pontual e dentro da margem de erro, o dado é emblemático, uma vez que, as entrelinha apontam para uma queda dos índices de Lula pelos levantamentos do instituto, assim como uma recuperação gradativa do bolsonarista. Flávio Bolsonaro 45,1% e Lula 44,5%. A pesquisa do Vox Brasil ouviu 2.100 eleitores, entre os dias 25 a 27 de agosto, com margem de erro de 2pp e coeficiente de acerto de 95%. Está registrada no TSE-BRA- 05519\2026.
Aqui em Pernambuco estamos assistindo a uma espécie de judicialização da campanha para o Governo do Estado. O fenômeno dos gabinetes do ódio aqui é endêmico, muito antes que campanhas sistemáticas de destruição de reputação tivessem assumido tal denominação. Aqui no estado há instituições que utilizam dessa prática como uma espécie de "protocolo" empregado contra agentes sociais que contrariaram interesses ou se colocam contra as "engenharias" corporativas que se movem por incentivos nada republicanos. Não é exceção. É "protocolo". Basta "cruzar" a linha. Práticas abjetas, utilizadas como "rotineiras", sob a complacência de quem teria, por dever de ofício, a obrigação de coibi-las. O uso dos instrumentos do aparelho de Estado para perseguir os adversários é prática que vem desde 1500.

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