Desta vez o alvo foi a governadora Raquel Lyra. Não há limites para essa gente, governadora. A cidade, redes sociais e até regiões do interior estão repletas de cartazes associando-a à morte do seu marido. Um desrespeito inominável. Não respeitaram a sua dor, não respeitaram a sua família, não respeitaram os seus filhos. Há muito interesses em jogo e tais interesses seriam contrariados com a permanência da governadora no Palácio do Campo das Princesas por mais quatro anos. Com 68% de aprovação junto à população do estado, somente num contexto fora do normal ela poderia perder as eleições. Não era um assunto que gostaríamos de comentar por aqui, mas este blog, como repositório das eleições no estado há 15 anos, não deveria deixar de registrar tal episódio deplorável.
No artigo anterior, que acabou não saindo, comentávamos acerca de um processo insipiente de judicialização da campanha, uma vez que a Frente Popular, assim como a assessoria jurídica da campanha da governadora poderia ser igualmente acionada ainda em função das informações que circulam na imprensa nacional sobre um suposto gabinete do ódio. Agora, chegamos ao mais baixo nível. Quem acompanha nossas discussões por aqui, sabe que não vamos muito bem no plano nacional, que está mais parecido com aquela série de filmes eu ainda seu o que vocês fizeram no verão passado. Aqui, entramos num lodaçal, no mais baixo nível de uma campanha política, quando o debate sobre o destino da res publica cede espaço a essas práticas sórdidas, execráveis, onde se impõe que sejam repelidas pelos homens e mulheres de bem do estado.

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