No dia de ontem, 27, antes da entrevista concedida à bancada do Jornal Nacional, da Rede Globo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adiou alguns compromissos para se dedicar unicamente à preparação sobre como deveria pronunciar-se acerca das inevitáveis perguntas cabulosas dos entrevistadores. Aliás, a entrevista que era ancorada no Jornal Nacional já está se tornando um programa com status próprio. Ontem, por exemplo, os jornalistas César Tralli e Renata Vasconcelos se dedicaram unicamente à entrevista. Mesmo com todo o prepara e com a prerrogativa de levar alguns papeis, Lula não esteve bem. Quando um indivíduo precisa se explicar bastante sobre alguma coisa, estando ele com razão ou não, as coisas já fugiram do controle e é sempre um problema.
Quando tergiversou, como foi o caso em relação à senhora Roberta Luchsinger, aí então é que as coisas se complicam, pois a senhora está sendo investigada no escândalo de corrupção do INSS. O jornalista Josias de Souza cronometrou 25 minutos da entrevista apenas focado no assunto corrupção, um assunto em si nevrálgico. Hoje, 28, os jornais e as redes sociais estampam a intimidade da senhora junto às altas autoridades de Brasília, inclusive junto ao presidente Lula, que afirmou que não a conhecia, nunca tivera contato algum com ela. Roberta, segundo os jornalistas que entrevistaram Lula, teria afirmado que recebera uma proposta de trabalho no Governo. O que intriga é que, justamente a esta senhora o tal assessor foi pedir dinheiro emprestado, fazendo aqui um voto de boa fé.
Logo mais teremos a entrevista com o senhor Flávio Bolsonaro. No sábado, é a vez do psiquiatra Augusto Cury, que, segundo dizem, começou a performar nas pesquisas de intenção de voto depois do último debate da Band. Já aparece com 4% das intenções de voto. Se Lula passou 25 minutos se debatendo sobre perguntas cabulosas sobre eventuais corrupção, quanto tempo Flávio Bolsonaro vai explicar sobre os financiamentos do filme Dark Horse? Segundo afirmaram as redes sociais ligadas ao bolsonarismo, no dia de ontem, ele afirmou que deverá declinar alguns nomes que poderão compor o seu futuro governo, caso seja eleito. Acreditamos que ele não terá muito tempo para isso. Vamos aguardar logo mais.

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