A imprensa, não raro, exagera na cobertura de determinados temas. Os problemas de saúde que o companheiro José Eduardo Dutra está enfrentando é um desses temas. Já se especulou de tudo, até mesmo que se trata de problemas conjugais. Alguns veículos até procuram esclarecer corretamente os seus leitores, mas se permitem ironizar em torno de assuntos delicados, como o suposto debate que o ex-presidente do PT teria com a jornalista Miriam Leitão, postado no seu microblog Twitter, num momento de transtorno ou confusão mental. Ao se afastar da direção do Partido, Dutra tomou a medida mais acertada. Embora seu problema seja momentâneo, ele precisa ser tratado convenientemente. Quanto à imprensa, convém tratar com mais respeito e dignidade o ex-dirigente petista, solidarizando-se com esse momento difícil em sua vida, torcendo que ele o supere.
Com já se previa, Delúbio Soares, foi readmitido no Partido dos Trabalhadores. Conforme o Blog do Jolugue antecipou, o pedido de refiliação de Delúbio seria aceito pelo diretório do Partido sem maiores problemas. Atores proeminentes da agremiação, como Marta Suplicy, José Dirceu e o próprio Rui Falcão – novo dirigente do Partido – já haviam manifestado posição favorável à volta do ex-tesoureiro do PT. Rui Falcão, chegou a declarar que penas perpétuas não combinam com o Partido dos Trabalhadores. Rui sabe muito bem do que está falando. Até bem pouco tempo, tanto Lula quanto Dilma Rousseff não gostariam que ele assumisse a direção do Partido em substituição a José Eduardo Dutra, afastado por problemas de saúde. A eleição de Rui, inclusive, está sensdo vista por alguns analistas como uma derrota da dupla Lula/Dilma.
A situação de violência na Bahia está deixando o governador Jaques Wagner bastante preocupado, sobretudo porquer a situação parece ter fugido ao seu controle. O quadro é, realmente, bastante preocupante. Na Bahia são cometidos 04 assassinatos por causas violentas diariamente, apenas na capital e periferia. Outro dia o Blog doJolugue comentou sobre a incidência dessa violência na região Nordeste, sobretudo os casos espécificos de capitais como Salvador e Maceió. Neste última capital, pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade estão sendo exterminadas na proporção de uma por dia. Jaques enviou alguns assessores para pedir socorro à Eduardo Campos, como já fizeram Marcelo Deda, Ricardo Coutinho, entre outros. São os bons resultados alcançados pelo Pacto pela Vida.
Todos conhecem as nossas posições em relação ao senador Jarbas Vasconcelos. A abertura de um processo contra o cientista político Michel Zaidan, em função dele ter escrito um artigo onde criticava sua gestão quando governador de Pernambuco, nos tornaram um pouco reticentes em tornos de suas reais convicções democráticas. Devemos admitir, no entanto, que o seu posicionamento em relação ao Conselho de Ética do Senado, recentemente constituído, é uma peça das mais importantes no cenário político nacional. Mesmo filiado ao PMDB, não lhes faltou coragem e honradez de afirmar com todas as letras que “a composição do Conselho de Ética com Renan no meio é uma afronta à sociedade e ao Congresso Nacional”. É isso mesmo senador.
O ex-parlamentar Roberto Magalhães, através de mensagem divulgada pelo jornal Folha de Pernambuco, preocupado com a situação vexatória da oposição ao Governo Dilma Russeff, chegou a insinuar que o país passava por um processo de mexicanização, lembrando o período de mais de 07 décadas em que o PRI, Partido Revolucionário Institucional, governou os destinos daquele país. O escritor Mário Vargas Llhosa, referindo-se à permanência longeva desse partido no Governo, dizia tratar-se de uma “ditadura perfeita”. O PRI estava tão entricheirado dentro da estrutura do Estado mexicano que, quando o ex-executivo da Coca-Cola, Vicente Foz, quebrou essa hegemonia e anunciou o seu novo Ministério, tinha mais gente do PRI do que do PAN, o seu partido. Ao invés de uma simples fusão, alguns líderes da oposição começam a falar sobre uma possível autodissolução dos dois partido e, posteriormente, uma refundação, o que proporcionaria um impacto político mais positivo. Quando a gente escuta um experimentado parlamentar falar isso; lê as declarações de Lula sobre os 20 anos de poder; o desacerto da oposição... fica de orelha em pé.
Em encontro com a Presidenta Dilma Rousseff, o Presidente do PT, José Eduardo Dutra, comunicou que não pretende continuar à frente dos destinos do Partido. Trata-se de uma decisão amadurecida, sobretudo em função dos problemas de saúde que Dutra está enfrentando. Como o Blog do Jolugue já antecipou, a grande questão que se colocava era a resistência do nome de Rui Falcão por Lula e Dilma Rousseff, mas essa questão foi superada e ele foi conduzido á Presidência do Partido dos Trabalhadores. No caminho inverso, o Partido também se prepara para a refiliação de Delúbio Soares, dada como favas contadas. A única reação interna é da Tendência Mensagem, liderada pelo governador Tarso Genro. Estima-se que Delúbio tenha algo em torno de 60 dos 80 votos do diretório. Marta Suplicy já antecipou que o melhor momento é agora, para evitar um desgaste maior com a proximidade das eleições de 2012. O senador pernambucano, Humberto Costa, que havia sido sondado para dirigir o Partido, recusou em função dos compromissos já assumidos como líder do Partido no Senado.
No contexto de uma política de grande austeridade com as finanças do Estado, o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), já avisou ao prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital (PMDB), que o tradicional São João daquela cidade não contará com recursos do Governo Estadual. A decisão do governador não se aplica apenas à Campina Grande, mas a todos outros municípios do Estado. No caso de Campina Grande, no entanto, a decisão reveste-se de componentes políticos que a tornam sensivelmente polêmica, antecipando, quem sabe, a disputa para o Governo do Estado em 2014. O Blog do Jolugue já antecipou que sem o apoio do clã Cunha Lima, na pessoa do senador Cássio Cunha Lima, Ricardo Coutinho não seria governador da Paraíba. Campina Grande já decidiu várias campanhas majoritárias naquele Estado. Nas últimas eleições presidenciais, pelo fato de Cássio ser filiado, por enquanto, ao PSDB, Campina Grande proporcionou a única vitória a José Serra no Nordeste, nos dois turnos. Campina é o berço político de Cássio, mas ele silenciou em torno da decisão do colega governador. Veneziano Vital – que levou um chá de cadeira de duas horas do governador -, possivelmente será candidato ao Governo do Estado em 2014, concorrendo com Ricardo Coutinho. A decisão do governador foi muito criticada por parlamentares que possuem base eleitoral naquela cidade. O maior São João do mundo, este ano, deverá ser realizado em Caruaru.
O ex-presidente Jânio Quadros, com a sua renúncia, provocou uma crise institucional sem precedentes, mergulhando o nosso sistema político num nebuloso processo de obscurantismo. Até hoje existem dúvidas sobre as reais motivações de Jânio, mas a versão mais aceita é que ele teria apostado na hipótese de voltar “nos braços do povo”. Aposta equivocada, conforme a história deixaria evidente. A carreira política de Jânio foi meteórica, cumprindo todas as etapas, de vereador à Presidente da República. Ardiloso e inteligente, esse ex-professor de português deu uma grande contribuição ao folclore político brasileiro e foi autor, no exercício da Presidência, de algumas ações que ficariam para a História, como a condecoração do guerrilheiro “Che” Guevara. Encerrou sua vida pública na Prefeitura de São Paulo, numa eleição acirradíssima, onde até Institutos como o Datafolha, que goza de certa credibilidade, apontavam uma possível derrota para Fernando Henrique Cardoso. No exercício do cargo costumava, ele mesmo, multar carros irregulares estacioandos pela cidade. Na porta do seu gabinete havia uma chuteira pendurada, indicando que após o mandato, ele estaria se aposentando. Comenta-se que um cidadão, aproveitando do fato de conhecê-lo, dirigiu-se a um posto da previdência para requerer a sua aposentadoria.Esse cidadão não teria levado os documentos que comprovariam a sua idade. A atendente do posto, sabendo de quem se tratava e de suas ligações com o Presidente, teria pedido par ale tirar a camisa. Ao retirar a camisa a jovem observou os cabelos grisalhos e compreendeu que o cidadão, possivelmente, não estaria mentido sobre a idade, concedendo-lhe a aposentadoria. Ao comentar o fato com Jânio, este teria dito: ainda bem que ela não pediu para você retirar as calças. Atônito, o cidadão quis saber o motivo. Jânio teria dito: Se pedissem para você retirar as calças, teriam concedido uma aposentadoria definitiva.
A onda de descontentamento dentro do PSDB parece que não tem mais fim, atingindo da periferia ao núcleo duro do partido. Depois de Walter Feldman, agora é a vez de Ricardo Montoro – isso mesmo – manifestar sua insatisfação com os rumos da agremiação. Do mesmo grupo que apoiou Gilberto Kassab, Ricardo Montoro provocou a ira dos mais alinhados com o governador Geraldo Alckmin. Não se trata de uma defecção qualquer. A família Montoro é o próprio “DNA” da agremiação política, sua espinha dorçal. Por isso mesmo, Ricardo Montoro, antes de tomar a decisão, deverá ouvir correligionários e até mesmo os membros de sua nucleação familiar, antes de decidir. Em todo caso, como afirma o Blog do Josias de Souza, o partido passa por um processo de lipoaspiração forçada, de conseqüências extremamentes danosas. Há quem esteja sugerindo uma autodissolução para o DEM e para o PSDB. Depois de lavarem os panos de bunda, quem sabe as coisas melhorem.
O senador Cristovam Buarque afirmou tratar-se de um grande equívoco de Dilma Rousseff a transferência de Henrique Meirelles da área econômica para a condição de Autoridade Pública Olímpica. A atual equipe econômica – leia-se Guido Mantega e o presidente do Banco Central, teriam problemas de credibilidade. Segundo o senador, esse é um dos principais motivos das dificuldades que estão sendo enfrentadas no sentido de manter a inflação sob controle. Para Cristovam, além dos ajustes que estão sendo introduzidos, seria necessário uma equipe que transmitisse confiança, o que não vem ocorrendo. Realmente, esse dragão da inflação, além de perigoso é misterioso. Outro dia, o senador Armando Monteiro comentou que estava sentindo na população um “sentimento” inflacionário e lembrou o quanto isso era danoso, ao se transformar em realidade. No processo inflacionário, há, de fato, alguns componentes difíceis de "mensurar".
Ouvidos no Senado Federal, os técnicos do IPEA voltaram a insistir que, mesmo com a abertura do capital privado da Infraero, as obras dos aeroportos que ficam em cidades que sediarão a Copa de 2014 não ficarão prontas em tempo hábil. Carlos Neto, um dos técnicos do órgão, lembrou que o processo não é tão simples assim, exigindo o cumprimento de alguns procedimentos burocráticos que tomarão algum tempo, como a regulação dessa participação, por exemplo. Como o Blog do Jolugue enfatizou outro dia, esse posicionamento dos técnicos do IPEA está deixando o Planalto irritado. Dilma Rousseff teria pedido ao seu presidente, Marcio Pochmann, um controle maior sobre a divulgação dessas informações. Gilberto Carvalho chegou até mesmo a ser agressivo e deselegante com os técnicos do Instituto, afirmando que as previsões do Instituto tratava-se de obra e vira-latas.
A Polícia Militar estima que mais de 10 mil pessoas teriam acompanhado o enterro do ex-deputado José Mendonça, falecido recentemente. Belo Jardim é hoje administrada por um correligionário dos Mendonças, Carlos Coca-cola, que vem realizando uma administração que não conta com a aprovação do Grupo nem da população daquela cidade do Agreste pernambucano. O enterro de José Mendonça, que pretendia encerrar sua carreira política voltando a dirigir os destinos do seu torrão, como já era esperado, causou grande comoção na cidade, com vários pronunciamentos de pessoas simples, que tinham por Mendonção uma grande admiração. Na cidade, os Mendonças dividiam o poder com os Cintra Galvão, grupo político que controlou a gestão municipal por vários mandatos. Na realidade, Cintra Galvão chegou à política pelas mãos de Mendonção, tendo rompido com ele algum tempo depois. A disputa dos grupos político que disputam o poder municipal é intensa, prometendo-se uma disputa acirrada nas eleições municipais de 2012, quando o próprio Mendonção disputaria, quem sabe, com Cintra Galvão. Apesar da beligerência política, ainda bem que havia espaço para a convivência civilizada entre os dois grupos. Cintra Glavão foi emprestar suas condolências à família Mendonça, acompanhando o enterro e emprestando sua solidariedade. João Mendonça, quando Cintra esteve internado no Recife, veio até à cidade para visitá-lo e desejar pronto restabelecimento ao adversário.
A cidade de Belo Jardim, na região do Agreste do Estado, ganhou as páginas da imprensa nacional em duas situações desagradáveis: A morte de José Mendonça, chefe político do clã dos Mendonças – grupo político com longa atuação na região -, e a participação de alguns dos seus moradores em cursos sobre o Islã, realizados no Irã. A revista Veja traz uma longa matéria sobre este assunto, enfatizando como se dá o processo de recrutamento, o perfil desses alunos e, o mais grave, a suspeita sobre os reais propósitos dessas capacitações, temendo-se envolvimentos que possam trazer graves conseqüências no futuro, como atentados terroristas, por exemplo. A publicação também informa que a ABIN e a Polícia Federal estão acompanhando detidamente os passos desses aliciadores e das pessoas envolvidas.
A atitude do senador Roberto Requião, do PMDB do Paraná, ao tomar o gravador das mãos do repórter da Bandeirantes, que o entrevistava, pode perfeitamente ser taxada de grosseira. O senador ainda tentou justificar-se pelo microblog Twitter, alegando a impropriedade da questão a ele dirigida, tentando desqualificar o trabalho da imprensa, argumentando que teria sido vítima de calúnias e difamações anteriores, citando nominalmente o veículo Folha de São Paulo. O que incomodou profundamente o senador é uma pensão paga aos ex-governadores do Estado do Paraná, em torno de R$ 22 mil reais. Quando Governador, Beto Richa revogou o benefício a partir de um determinado período, deixando de fora a viúva do seu pai, José Richa, também ex-governador. O repórter teria questionado se Requião estaria disposto a abdicar do benefício, provocando sua ira. Depois do episódio, após retirar a gravação, 0 senador devolveu o aparelho ao repórter. O repórter, coitado, ficou sem alternativas de recorrer da truculência.
Militante histórico e fundador do PSDB, Walter Feldman deixa o partido, incomodado, ainda, com as ações dos grupos ligados ao Governador Geraldo Alckmin. Feldman é secretário de Gilberto Kassab e muito ligado ao ex-governador José Serra. Do grupo do PSDB que apoiou os projetos políticos do atual prefeito, Gilberto Kassab, Feldman reconhece que ainda não teria sido perdoado pelo grupo ligado a Geraldo Alckmin. Especula-se, agora, se Feldman seria mais um engrossar o time de Kassab no PSD.
O estrago político das touradas de Madri foi enorme. Algumas atitudes do prefeito João da Costa no sentido de tentar minimizar os problemas contribuíram até mesmo para agravá-lo, como as críticas à imprensa e ao ex-prefeito João Paulo, seu tutor político. O Blog do Jolugue destacou que trata-se de uma incoerência ele apontar que nenhuma obra de drenagem teria sido realizada na gestão do ex-prefeito. Ora, João da Costa foi seu secretário durante 08 anos. No domingo, o Diário de Pernambuco trouxe uma longa matéria sobre o assunto, destacando a repercussão que o tema alcançou nas redes sociais. Repercussão sensivelmente negativa e espontânea dos recifenses incomodados com os transtornos provocados pelas últimas chuvas. Com mais calma, o Prefeito deve fazer uma reflexão sobre o assunto e tentar, tanto quanto possível, corrigir os estragos das chuvas na capital pernambucana, conceber obras estruturadores que se antecipem aos futuros problemas e, politicamente, com bastante humildade, sentar com seus assessores para tentar contornar os danos à sua imagem – no momento de construção de uma agenda positiva. Nesse episódio, certamente, o touro levou a melhor. Olé!
Vítima de uma infecção generalizada, morre José Mendonça, chefe político do clã dos mendonças, grupo político com atuação na região do Agreste pernambucano. Quem o conheceu pessoalmente, dizia tratar-se de uma pessoa extremamente sensível, bem-humorada, acolhedora e cativante. Pertencia aos redutos conservadores da política pernambucana, sempre afirmando que um político precisa ter lado. Estava entre aqueles que dificilmente sairiam do DEM, como fez recentemente o ex-deputado André de Paula. Dentro da lógica de cindir os redutos conservadores, Miguel Arraes o teria convidado para ser candidato ao senado numa desas eleições, mas o deputado recusou. Quando Jarbas Vasconcelos percebeu a necessidade de alinhavar alianças com os conservadores para chegar ao Palácio do Campo das Princesas, aceitou saborear um churrasco em sua fazenda de Belo Jardim, sua cidade natal, onde selou o acordo da União por Pernambuco. A União estabeleceu um cronograma de 20 anos de poder, divididos entre os diverso partidos que compunham a aliança. Esqueceram, apenas, de combinar com João Paulo. Hoje, se fosse convidado para um novo churrasco na fazenda dos Mendonças, com a presença de Jarbas, tenho minhas dúvidas sobre se João Paulo recusaria.
Vítima de uma infecção generalizada, morre José Mendonça, chefe político do clã dos mendonças, grupo político com atuação na região do agreste pernambucano. Quem o conheceu pessoalmente, dizia tratar-se de uma pessoa bem-humorada, extremamente sensível, acolhedora e cativante. Pertencia aos redutos conservadores da política pernambucana, sempre afirmando que um político precisa ter lado. Estava entre aqueles que dificilmente sairiam do DEM, como fez recentemente o ex-deputado André de Paula. Dentro da lógica de cindir os redutos conservadores, Miguel Arraes o teria convidado para ser candidato ao senado numa dessas eleições, mas o deputado recusou. Quando Jarbas Vasconcelos percebeu a necessidade de alinhavar alianças com os conservadores para chegar ao Palácio do Campo das Princesas, aceitou participar de um churrasco em sua fazenda de Belo Jardim, sua cidade natal, onde selou o acordo da União por Pernambuco. A União preparou um projeto de 20 anos de poder, escalonado entre todos os partidos de sua composição. Esqueceram, apenas, de convidar João Paulo.
Partido grande é outra coisa. O PT, durante os primeiros anos de sua fundação encontrava dificuldades até para estabelecer alianças com os mais tradicionais aliados, como os comunistas e os verdes. Quando, contingenciado pela lei de ferro da competição eleitoral, precisou alargar seus horizontes aliancistas para viabilizar-se eleitoralmente, e até mesmo afastar da legenda os companheiros mais radicais, como a Convergência Socialista, cujos membros formariam o PSTU. Hoje, a estratégia das alianças, que no passado convergiam sempre para somar, agregar, hoje caminham a passo célere para impedir o crescimento de possíveis aliados que possam atrapalhar o plano dos 20 anos de poder, confessado por Lula recentemente. Tanto quanto possível, o PT teme que partidos como o PSB e o PMDB possam criar dificuldades aos seus projetos de poder.
Expirou o período de licença médica concedido ao Presidente Nacional do PT, José Eduardo Dutra. A grande questão é saber se ele volta a dirigir os destinos do Partido, uma vez que o seu vice, Rui Falcão, é um nome que não tem a aprovação nem da Presidenta Dilma Rousseff e nem de Luiz Inácio Lula da Silva. A doença de Luiz Eduardo Dutra é um mistério. Oficialmente é apresentada a versão de problemas com o coração, mas nos bastidores fala-se sobre uma possível depressão, motivada, entre outros motivos, pela sua não indicação para ocupar um cargo no Governo Dilma. O Blog do Josias de Sousa, do jornal Folha de São Paulo, afirma ter obtido informações que confirmam tratar-se relamente de uma quadro de depressão. Dutra teria sido encontrado em seu apartamento – depois de um apagão de 04 dias – sensivelmente fragilizado psicologicamente. O temor dos dirigentes petistas, caso Dutra confirme que deseja continuar como presidente do Partido, é que ele passe a oscilar o humor, com chances de possíveis recaídas. Por outro lado, o prestígio de Rui Falcão no Planalto está mais baixo do que poleiro de pato, após os episódios de vazamentos de dossiês durante a campanha de Dilma Rousseff. Talvez o Partido precise convocar novas eleições.
A novela em torno da nomeação do ex-governador da Paraíba, José Maranhão, para ocupar um cargo no Governo Dilma Rousseff ganha mais um capítulo, conforme o Blogdo Jolugue antecipou há alguns dias, quando cogitou-se a sua nomeação para a Embratur, nomeação que ele recusou, apesar dos apelos dos amigos de que, com a Copa do Mundo, certamente, o órgão tornava-se interessante. Desta vez, o órgão indicado pelo PMDB é a Codevasf, que já teria sido prometida ao governador do Piauí, Wilson Martins, do PSB. Como ele mesmo afirmou que não estava procurando emprego, talvez fosse mais prudente para José Maranhão, velha raposa da política paraibana, descansar em sua chácara, debaixo dos pés de cajá.
O atentado frustrado do Rio Centro quase põe por terra os planos de reabertura política no país. Durante esse período, inquéritos militares foram realizados, alguns até indicando que os militares que planejavam perpetrar o terrível atentado, na realidade, foram vítimas. Um deles não encontrou qualquer problema para a sua carreira nas Forças Armadas, chegando mesmo a ser promovido. Agora, repórteres da Folha de SãoPaulo, de posse do “caderninho” de um dos envolvidos, checando as informações dos nomes mencionados, estabeleceram uma “teia” da rede de possíveis torturadores do regime militar instaurado no país com o Golpe Militar de 64. O Blogdo Jolugue parabeniza o excelente trabalho investigativo dos repórteres da Folha.