Está programada para amanhã, 28, a sabatina do pernambucano Jorge Messias, na CCJ do Senado Federal. O evento, como os anteriores, deve ser transmitido pela TV Senado. Será uma ótima oportunidade para acompanharmos os debates em torno de sua condução a ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, uma vaga aberta com a aposentadoria do ex-Ministro Luís Roberto Barroso. Não conhecemos nenhum outro indicado que tenha sofrido tanto quanto Jorge Messias. Um verdadeiro martírio que deve chegar ao seu final no dia de amanhã. A despeito da forte resistência de setores importantes da grande mídia e da oposição no Congresso, seu nome deve ser aprovado sem maiores dificuldades. Ele precisa de 41 votos, mas, segundo o site Metrópoles, ele já teria assegurado 47 votos.
Chegou-se a um momento de se refletir acerca da possibilidade de ele não ser aprovado, mas, ao longo dessa via crucis, o Executivo mobilizou sua tropa de choque na Casa para aparar as arestas e convencer os oposicionistas menos radicais a mudarem de posição. Uma rejeição seria vexatória e, assim como foram bem-sucedidos na rejeição dos relatórios das duas últimas CPI's, a articulação governista deve lograr mais um êxito. A bem da democracia, não será uma sabatina fácil. Ele enfrentará forte resistência de alguns senadores, que não admitem a indicação do seu nome ao STF. Questiona-se o seu notório saber jurídico, do ponto de vista dos critérios técnicos, assim como sua demasiada aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Outro fator de instabilidade de sua indicação recaía sobre algumas medidas tomadas por ele na condição de Ministro-Chefe da Advocacia-Geral da União, assim como as reticências do senador Davi Alcolumbre, que gostaria que nome de Rodrigo Pacheco fosse o indicado. Em termos da grande mídia, o jornal O Estado de São Paulo chegou a publicar um editorial onde advoga que o Congresso não deveria aprovar sua indicação.

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