Em política acontece algumas coisas curiosas. A Oposição, principalmente a bolsonarista, não demonstrava grande expectativa em torno da rejeição do nome de Jorge Messias. Seria uma estratégia? Agir em silêncio? nas coxias? Sóstenes Cavalcante chegou a abraçar o indicado, mas isso pode ser creditado aos laços religiosos que os unem. Houve um momento emblemático durante a sabatina na CCJ. O pronunciamento do senador Alessandro Vieira foi muito aplaudido pelos senadores, recebendo, inclusive, a solidariedade do senador Otto Alencar, governista que preside a CCJ. Pouco depois, algumas horas antes da votação em plenário, ao que se sabe, um membro da Suprema Corte entrou com uma representação contra o senador, alegando afirmações infundadas ou caluniosas durante uma entrevista.
Isso poderia ter mudado o rumo da votação? Não se sabe. A máquina governista que foi exitosa para derrubar dois relatórios recentes de CPI's, desta vez falhou feio. Havia estimativas da ordem de 46 votos a favor da indicação. Obtiveram apenas 34. Como foi uma votação secreta, sabe-se lá quem foram os dissidentes. No geral, a indicação do nome de Messias enfrentou enormes dificuldade de afirmação deste o início. Seu nome já havia sido rejeitado por órgãos da grande mídia, a exemplo do Estadão, cujo editorial tratando do assunto foi lido durante a sessão. Era um nome demasiadamente próximo a Lula e as dificuldades sempre existiram, embora Lula tenha insistido.

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