É impressionante essa novela. Agora há pouco, durante a convenção do Republicanos, em Brasília, o senador Cleitinho afirma que reconsiderou a posição de ontem - quando afirmou que estava desistindo da candidatura - e, agora, depois do sinal verde dos seus familiares, volta a assumir que é candidato ao Governo de Minas Gerais. Não se faz uma reunião de cinco horas, como a que ocorreu ontem, principalmente envolvendo mineiros, quando algum impasse não estivesse em jogo. O próprio Cleitinho tratou de esclarecer o que estava por trás. Ele havia acordado o nome do vice e, por alguma razão, o nome não havia sido referendado pela legenda republicana.
Acreditamos que muita gente estava comemorando essa desistência do senador Cleitinho, o que, de fato embaralhava a disputa pelo Palácio Tiradentes. Agora o jogo é outro. Em todas as pesquisas o senador aparece liderando a pesquisa, tem um apelo muito popular, um jeitão de fazer política que lembra alguns ícones do passado. Esta novela, inclusive, pode ser incluída no seu repertório político. Em entrevista, um repórter perguntou a ele se ele não havia se arrependido de ter desistido e voltou a atrás, a o que Cleitinho respondeu: você nunca se arrependeu de alguma coisa na vida? Quem não se arrependeu de alguma coisa?
Já líamos uma matéria recente na revista Veja indicando que o partido não teria ficado muito satisfeito com a nova decisão do senador. Já há uma outra versão, circulando nas redes sociais - o que impõe alguns cuidados - afirmando que a homologação de sua candidatura foi unânime. Seria o cúmulo do absurdo se o partido se colocasse contra a candidatura. Por que? Estão tendo a chance de governar um dos estados mais importantes do país, quando se sabe que São Paulo é dado como favas contadas. É café com leite, Cleitinho!
