pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: O "espetáculo" da convenção de Flávio Bolsonaro.
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domingo, 26 de julho de 2026

Editorial: O "espetáculo" da convenção de Flávio Bolsonaro.



Para este editor, uma sessão de CPMI, um debate entre políticos, uma convenção partidária tem uma importância capital, daí reservarmos algum tempo para acompanharmos essas atividades. Durante os debates das últimas CPMI's, entrávamos aqui no blog um pouco atrasados apenas para acompanharmos aqueles trabalhos. Ontem, apesar de um esvaziamento previsível, uma vez que o Centrão não havia decidido apoiá-lo ainda, tivemos a curiosidade de acompanharmos a convenção do pré-candidato Flávio Bolsonaro. O termo "esvaziamento" aqui se refere a uma série de acordos partidários que o pré-candidato não conseguiu costurar antes da convenção. 

Não conseguimos acompanhar até o final, uma vez que a convenção se transformou, num determinado momento, menos propositiva e mais performático, com direito à apresentação do senhor Javier Milei, presidente da Argentina, que não poupou das ofensas o Ministro Alexandre de Moares, do STF, dirigindo a ele alguns impropérios. Uma atitude inoportuna, caracterizada por ofensas dirigidas por um chefe de Estado a um membro da mais alto corte de justiça do país. Milei foi rebatido logo em seguida, através do Ministro Edson Fachin, Presidente do Supremo Tribunal Federal.  O grande capital político de Flávio é apenas o espólio político herdado do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que apareceu ali de forma remota, através dos recursos da IA. 

Qual proposta, qual programa, qual o arco de alianças? Nada disso foi possível abstrair daquela convenção. Talvez tenhamos que ir nessa guerrinha particular até as eleições de outubro, interditando o debate que realmente importa para o país. Infelizmente estamos presos a esta centrífuga, o que vem produzido consequências gravíssimas, como o avanço cada vez maior de facções do crime organizado no aparelho de Estado, na ocupação de territórios e aumento sensível dos índices de violência, conforme os últimos relatórios do FBSP, que estão aí para todo eleitor ou eleitora consequente dá uma olhadinha. Isso é muito grave. 45% da população brasileira já convive cotidianamente com atividades relacionadas à atuação dessas facções e milícias em seus bairros. 

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