Hoje foi um dia de muita movimentação em torno de costuras políticas. Agora são dados os últimos arremates na composição das chapas que deverão disputar as próximas eleições de outubro. De todos os arranjos possíveis, um deles em particular surpreende este editor. O Republicanos resiste a uma composição com Flávio Bolsonaro, mesmo depois que a convidada para compor a chapa do candidato na condição de vice, a senadora Tereza Cristina, havia sinalizado que aceitaria a missão. O partido reafirma que não deseja compor com o candidato bolsonarista, emitiu uma nota a esse respeito, endossada posteriormente pela senadora, que já havia vencido a resistência. Outro fato curioso envolvendo o Republicanos é o caso de Minas Gerais, onde o senador Cleitinho(PP-MG), muito bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto, não conta com o apoio do partido para se lançar ao Governo de Minas Gerais.
Na realidade, a posição do Republicanos é a mesma dos partidos que compõem o núcleo duro do Centrão, juntamente com o União Brasil e o PP. O Centrão tem um feeling político bastante apurado. A leitura que eles fazem é que a candidatura de Flávio Bolsonaro é frágil, sem expectativa de poder. O Centrão, aliás, é um bom termômetro político neste sentido. O candidato está mudando o nome do seu marqueteiro e o Presidente Nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, resolveu se envolver diretamente nas articulações políticas. A despeito das dificuldades do outro lado, o cenário não é dos melhores. Lula vai de Geraldo Alckmin mais uma vez, dirimindo as eventuais especulações em torno do assunto. O Nome do vice foi confirmado na Convenção do PSB, realizada recentemente em Brasília.
Neste momento, o tema central é a autorização concedida pelo Ministro André Mendonça, do STF, para que a PF investigue o filho do presidente Lula, o Lulinha. De lado a lado, isso vem gerando uma polêmica dos diabos. Os bolsonaristas estão certos de que isso pode trazer danos consideráveis ao projeto de reeleição de Lula. No Brasil, um país que acabou há vinte anos atrás, como afirmou recentemente um desembargador nas redes sociais, é difícil mensurar as consequências de qualquer coisa. Parece que já estamos anestesiados.

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