pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Brasil pede explicações ao Governo argentino sobre pronunciamentos de Javier Milei.
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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Editorial: Brasil pede explicações ao Governo argentino sobre pronunciamentos de Javier Milei.


A Palácio do Planalto determinou que o seu embaixador na argentina, Julio Bitelli, deixasse aquele país, num procedimento que, no campo das relações diplomáticas, pode ser entendido como uma desaprovação ou um pedido de explicações sobre a fala do presidente Javier Milei, durante a convenção do candidato Flávio Bolsonaro, quando aquele chefe de Estado dirigiu ofensas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A imprensa tem reproduzido os impropérios, mas vamos poupar os eleitores desses constrangimentos. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Edson Fachin, já havia lançado uma nota de desaprovação à atitude do senhor Javier Milei. 

Desde algum tempo o país entrou num enrosco político complicado, onde o que menos se discute são programas de governo, enfrentamento aos graves problemas do país, como a questão da segurança pública, oportunidades aos jovens, o custo de visa alto. As convenções partidárias se tornaram oportunidades para alfinetar os adversários, num profundo desrespeito aos eleitores. Aqueles que estão tentando levar o debate a sério, sendo consequentes, estudando o país, propondo soluções, são tragados por uma polarização política que os inviabiliza. Já passou do tempo de termos opções para além do bolsonarismo e do petismo. Quando Ciro Gomes ainda estava no jogo, ainda conseguia amealhar algo em torno dos 12% do eleitorado. Pelo andar da carruagem política, somados o segundo pelotão não atinge esse escore.

É uma centrífuga esmagadora. Temos como opção mais do mesmo ou um tiro no escuro. O curioso é que nem Lula nem Flávio Bolsonaro estão interessados em debates. Afinal, para que debates? As torcidas organizadas devem determinar o resultado do jogo. Os independentes? Esses se rendem a inevitabilidade do voto útil. Decidem as eleições, é verdade, mas sempre em favor de um dos lados dessa famigerada polarização. A gente suporta mais quatro anos com as contas públicas em frangalhos? Com a governança criminal avançando sobre o controle de territórios e infiltração no aparelho de Estado?  



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