pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Nada de novo no front eleitoral.
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sábado, 25 de julho de 2026

Editorial: Nada de novo no front eleitoral.



Aguardamos, com grande expectativa, a pesquisa do Instituto Datafolha sobre a corrida presidencial de 2026. Publicada ontem, 24, já no finalzinho da tarde, a pesquisa, no entanto, não trouxe nenhuma novidade no que concerne à dinâmica competitiva daquelas eleições, que se realizam daqui a dois meses. O país entrou numa espiral de polarização política que está produzindo efeitos econômicos e políticos dos mais perniciosos. De um lado, o incremento de programas sociais populistas, sem lastro, a custa de uma grande irresponsabilidade fiscal; do outro, o estímulo à ingerência de países estrangeiros na nossa economia, com a adoção medidas descabidas, contrários aos nossos interesses, como esse tarifaço imposto pelos Estados Unidos, esmagando alguns setores produtivos. 

Nada deve mudar até outubro, consoante essa retroalimentação entre petistas e bolsonaristas. Não tem marqueteiro que encontre uma saída para isso. Nem os petardos de lado a lado, disparados por Ronaldo Caiado e Renan Santos, conseguem furar essa bolha. Fala-se muito naquele contingente de eleitores independentes, que hoje representariam 27% do eleitorado, mas eles acabam sendo cooptados por um dos lados, diante da performance do segundo batalhão, onde não surge nenhum nome em condições efetivas de ameaçar a hegemonia entre petista ou bolsonarista. Este contingente eleitoral hoje tende a votar em Lula. A análise aqui é muito simples, mas o que ela tem de simples tem de desastroso, pois isso significa, no frigir dos ovos, que não teremos soluções para os graves problemas que nos afetam. 

Ao contrário, a tendência é um agravamento, conforme estão sugerindo economistas como Armínio Fraga, Francisco Meirelles. Em entrevista recente, Armínio Fraga fez previsões sombrias para 2027. Além da economia, outro gravíssimo problema diz respeito ao drama da segurança pública, com o avanço sistemático do crime organizado no aparelho de Estado, conforme editorial de hoje do Estadão, que trata da infiltração do PCC no núcleo duro da Polícia Militar de São Paulo. O editorialista conclui que, nesses termos, não há política de segurança que consiga debelar o problema. Perdemos a esperança em relação ao assunto quando um ex-delegado da policia federal, ciente dessa situação nevrálgica, alertou que uma medida fundamental para equacionar tal problema passava por uma reestruturação das polícias estaduais.  

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