pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: "Se o povo me querer, eu estou preparado"
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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Editorial: "Se o povo me querer, eu estou preparado"



O senador Cleitinho deve ocupar a cadeira do Palácio Tiradentes a partir de janeiro de 2027. A frase acima foi dita pelo senador mineiro durante o lançamento de sua candidatura, realizada na rua, espontaneamente, acompanhada por uma multidão de correligionários, independentemente das matizes ideológicas. De alguma forma, o seu estilo de fazer política lembra alguns personagens do passado, sobretudo por sua capacidade de comunicação com as massas, que já haviam decidido que ele seria o nome a ser conduzido ao Palácio Tiradentes. Ele vem fazendo tudo certo. Não precisa mudar um milímetro. Criou um vínculo emocional inquebrantável com o eleitorado. Existem algumas arestas partidárias a serem aparadas, mas isso se resolve. Seu "atraso" em cumprir alguns acertos burocráticos na máquina dos Republicanos atribui-se ao luto da morte de seu irmão mais recentemente. 

Tudo levar a crer que ele resistiu em anunciar antes que seria candidato por uma estratégia política. "Quem decide é povo. "A voz do povo é a voz de Deus". "Tem muito buraco nas ruas. O que você vai fazer? Tapar os buracos". Cleitinho lidera as intenções de voto para o Governo do Estado muito antes de confirmar sua candidatura. Agora é fazer os tradicionais ajustes na composição, uma vez que ele já tem a comunicação da campanha pronta. O PT lançou o nome de Patrus Ananias, que se coloca naquele pelotão intermediário, pontuando em torno de 10% das intenções de voto. Se considerarmos uma eventual identificação do eleitor de Alexandre Kalil(PDT-MG) com o PT, Lula pode amealhar nas alterosas algo em torno de 20% das intenções de voto. 

O PT sabe que precisa de votos no estado para continuar ocupando a cadeira do Palácio do Planalto. Uma eleição presidencial passa, necessariamente, pelas alterosas. O PT estabelece ali a mesma estratégia adotada em São Paulo, ou seja, o objetivo é não ficar de fora da divisão de votos nesses estados, que são os maiores colégios eleitorais do país. Surpreende nesses primeiros levantamentos os índices obtidos por Mateus Simões(PSD-MG), que conta com o apoio do ex-governador Romeu Zema.  

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