pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Bolsonaro não deve participar da campanha de Flávio... nem através da IA
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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Editorial: Bolsonaro não deve participar da campanha de Flávio... nem através da IA



Não é uma tarefa simples fiscalizar o andamento de uma campanha presidencial, utilizando-se dos rigores da lei, não permitindo sua violação. É mais ou menos como apitar uma partida de futebol, quando o juiz aplica ou deixa de aplicar uma punição a um jogador de um dos times, por considerar questões outras, permitindo-se uma margem de erro segura num ou noutro lance. Na dúvida, consulta-se o VAR, minimizando suas responsabilidade. Mas, não é em todas situações da partida que o VAR é acionado, de onde se conclui por alguns equívocos inevitáveis de arbitragem durante os jogos. Equívocos por vezes involuntários, é verdade. No último domingo, o senhor Flávio Bolsonaro, agora candidato oficial à Presidência da República, sacramentou sua candidatura depois de uma convenção pra lá de agitada - e não menos polêmica - com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, que dirigiu ofensas às autoridades brasileiras. 

Também naquela convenção circularam alguns bonecos, como um representando a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, assim como uma imagem, produzida através de IA, do ex-presidente Jair Bolsonaro. Soubemos que a campanha de Lula entrou com uma representação junto TSE contra o uso do artifício. Por uma determinação do STF, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena domiciliar, está proibido de participar da campanha do filho. Não pode sequer recebê-lo, restrição imposta depois que Flávio Bolsonaro andou divulgando uma carta escrita pelo ex-presidente ao país. A carta gerou uma polêmica danada e, no entendimento do Ministro Alexandre de Moraes, do STF, violou as restrições impostas para o cumprimento da pena a qual ele foi condenado.

No atacado ou nos grotões, conforme sugerimos no primeiro parágrafo, muito coisa acaba escapando aos olhares, embora atentos, da Justiça Eleitoral. Mas, no varejo, como se trata de um ex-presidente, a vigilância é cerrada. Além de um julgamento do ato pelo TSE, conforme acionado pela campanha de Lula, hoje, 29, soubemos que o Ministro Alexandre de Moraes também pediu explicações sobre o ato. A coluna Diário do Poder traz algumas informações sobre o assunto, com a avaliação de especialistas consultados. Como leigo, tínhamos a impressão de que se tratava de uma questão mais simples, mas não é. A começar pela interpretação de que campanha é campanha e convenção é convenção, entendendo-se, segundo uma das consultas, que a legislação aplicada à campanha não se aplica à convenção.   

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