Segundo nossos informantes na terra dos babalorixás, o grupo do governador Jerônimo Rodrigues(PT-BA) comemorou os números apontados pela pesquisa realizado pelo Instituto Quaest\Genial, publicada no dia de ontem, 29, onde ele aparece em rigoroso empate técnico com o concorrente, ACM Neto(UB-BA). Há motivos para comemorar? Sim. A despeito de tocar uma máquina com algumas dificuldades - a exemplo dos altos índices de violência registrado no estado - o governador consegue obter 57% de aprovação de sua gestão. Segundo essa mesma pesquisa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conta com 70% de aprovação, levantando a possibilidade de obter as votações estupendas de eleições passadas no estado, fazendo, como se diz no popular, barba, cabelo e bigode.
A Bahia é um caso à parte, conforme afirmamos isso ontem. O eleitor identificado com o petismo vota no PT em quaisquer circunstâncias. ACM Neto corre o risco de, mais uma vez, morrer na praia. Não faz muito tempo, comentamos por aqui sobre os "constrangimentos" que estão determinando o voto no país. Nossas escolhas não tem sido felizes e, quase sempre, são conduzidas por impulsos, paixões, exclusões, nunca orientadas por critérios republicanos, consequentes, racionais. O eleitor de Flávio Bolsonaro vota nele porque não deseja que Lula continua sentando na cadeira do Palácio do Planalto. Quem, dentre vós, eleitores de Flávio, conhece o seu programa de governo ou sabe qual foi o último livro que ele leu?
Na Bahia, pelo andar da carruagem política, caminhamos para o sexta gestão consecutivo do PT no Palácio de Ondina. Duas de Jaques Wagner, duas de Rui Costa e, talvez, duas de Jerônimo Rodrigues. É isso que o grupo de ACM Neto deseja evitar. O curioso é que ACM Neto contratou o marqueteiro João Santana para assessorá-lo. Trata-se de um dos grandes nomes do marketing político do país, com uma larga expertise. João Santana, inclusive, já comandou campanhas de Lula, de Dilma Rousseff. As peças atacam a nevrálgica fragilidade da segurança pública no estado, além de propor mudanças. Como convencer os eleitores baianos sobre a necessidade dessa mudança? Eis a questão.

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