quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Turbulências no ninho socialista tupiniquim. Jarbas está no jogo em 2018.

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A equação deixada pelo ex-governador Eduardo Campos no cenário político pernambucano - em particular no ninho socialista - não tem sido de fácil equacionamento. Como ele controlava o processo com mão de ferro, a sua morte prematura criou um vácuo político que, não raro, engalfinha os atores políticos aqui da província em torno de um lugar ao sol. A complexidade da solução dessa equação é ainda maior quando se observa sua estratégia no sentido de favorecer os integrantes do chamado "núcleo técnico", cortando as aspirações das raposas políticas que o acompanhava. Ou seja, era um ambiente político que apenas funcionaria bem com a sua presença, como deixou isso claro o governador Paulo Câmara(PSB), que admitiu, depois de eleito, que gostaria de governar com "ele". 

Sua morte abriu uma disputa velada entre os "técnicos" e os "políticos" do seu grupo político, com alguns lances e alianças curiosas, como o estreitamento da relação entre o governador Paulo Câmara e o Deputado Federal Jarbas Vasconcelos, de olho no pleito de 2018. Não se sabe muito bem os motivos, mas a partir de um determinado momento, o prefeito Geraldo Júlio(PSB) não escondia o seu "enjoamento" daqueles tradicionais cozidos oferecidos na residência de praia do ex-senador Jarbas Vasconcelos(PMDB). Paulo Câmara(PSB), ao contrário, além de elogiar os dotes colunários do ex-senador, ainda ficava para a sobremesa. Contrariando um mundo de analistas políticos, por sua vez, Jarbas Vasconcelos enxergava no governador socialista certas habilidades políticas, tecendo elogios à sua capacidade de diálogo. 

A partir de então - com um interlocutor privilegiado no Campo das Princesas, o vice Raul Henry(PMDB) - a relação entre ambos apenas se consolidariam, tornando Jarbas Vasconcelos uma das vozes mais ouvidas pelo governador Paulo Câmara(PSB). Raposas políticas calculam bem os seus passos. Para os observadores, a presença do PMDB de Jarbas no Governo Paulo Câmara já estaria de bom tamanho. Para o projeto de reeleição do governador em 2018, a previsão seria a de que Raul continuasse na chapa, na mesma condição de vice, abrindo-se as duas vagas para o Senado Federal a serem distribuídas, de preferência, entre os próprios socialistas. Ocorre que, além de ampliar o seu lastro político no Governo recentemente, Jarbas Vasconcelos anunciou que pretende voltar ao Senado Federal, abrindo uma turbulência nas hostes socialistas tupiniquins. A outra turbulência fica por conta das delações premiadas que comprometem algumas pombas emplumadas do ninho socialista, com reflexos inevitáveis naquele pleito. 

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