pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Polícia Federal mira 45 milhões desviados de clientes da Caixa Econômica.
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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Editorial: Polícia Federal mira 45 milhões desviados de clientes da Caixa Econômica.


Até recentemente, a PF passou a investigar algo em torno de 170 peritos do INSS suspeitos de não concederem benefícios a determinadas pessoas que solicitavam serviços do órgão. A notícia era tão inusitada que tivemos o cuidado de pesquisar sobre o que, de fato, poderia estar ocorrendo. Nesse caso, o editor se tornou mais um investigador ad hoc da PF. Brincadeiras a parte, o  que estávamos fazendo mesmo era uma checagem da notícia, em razão do nosso total não entendimento sobre os motivos que levaram a Polícia Federal a concentrar suas investigações sobre laudos concedidos por servidores contratados pelo órgão, que exerciam constitucionalmente suas funções e que gozavam de credenciais ou prerrogativas para negarem esses pedidos, consoante as avaliações técnicas. 

Primeiro é preciso dizer que estamos concedendo o benefício da dúvida, de uma investigação em curso que ainda não se materializou-se numa comprovação de irregularidades. Depois disso o enredo é nebuloso, envolvendo despachantes, clínicas médicas credenciadas e escritórios de advogados mancomunados eventualmente com servidores públicos, dispostos a auferirem vantagens indevidas com as negações dessa perícias médicas. Isso dá a dimensão do quanto as nossas instituições estão enredadas com essas práticas. Hoje, 22,  foi a vez da Polícia Federal, juntamente com o GAECO, realizarem a Operação Infiltrados, que envolve uma quadrilha que estava atuando para desviar recursos de clientes da Caixa Econômica Federal. 

O operação mobiliza 25 policiais federais que cumprem 25 mandados de busca e apreensão em várias cidades do Rio de Janeiro. Suspeita-se de participação de servidores do órgão, assim como uma gama de eventuais agentes envolvidos nessa fraude. Hoje, no Brasil, quando o montante movimentado atinge tais valores é possível conceber a eventualidade de participação do crime organizado. No Rio de Janeiro, então. Ontem líamos uma matéria sobre as duas caipirinhas cobradas a um turista, que chegou ao valor de R$ 8.000,00. A Polícia Civil passou a levantar suspeita sobre tais recorrências dessas práticas nas praias cariocas, principalmente quando se sabe que os comerciantes contribuem financeiramente para grupos faccionados ou milicianos. 


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