É preciso tomar alguns cuidados com essas notícias em época de eleição, mas ontem andou circulando a informação de que o pré-candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, estaria antecipando a convenção do seu partido, homologando a sua candidatura, o que anteciparia a segurança disponibilizada ao candidato pela Policia Federal, com medo de ameaças sofridas por facções do crime organizado com atuação no estado do Ceará. Até recentemente, o pré-candidato esteve naquele estado, gravando vídeos para a sua pré-campanha, onde mostrava territórios fantasmas, tomados pelo crime organizado. Renan começou com 200 mil seguidores nas redes sociais e hoje já conta com 2 milhões. Era um traço e hoje já pontua hoje com 9% das intenções de voto em algumas pesquisas, muito acima de nomes conhecidos como Ronaldo Caiado, Romeu Zema.
Renan, por incrível que possa parecer, é aquele outsider com o potencial, quem sabe, de furar a bolha da polarização política entre petistas e bolsonaristas, segundo alguns analistas. Nas redes sociais, os bolsonaristas sempre foram bons, Lula melhorou bastante, mas nada se compara ao "estrago" produzido pela equipe de Renan Santos. Agora mesmo, diante do seu avanço nas pesquisas de intenção de voto - ainda modesto, convém observar - a recomendação do candidato é que as pessoas podem colaborar espalhando a notícia em suas redes sociais, nos seus grupos de Zaps, coisas assim. Ainda não acreditamos que seja possível ele furar a bolha, uma vez que o Brasil tem algumas atipicidades, mas marketing é uma coisa muito interessante.
Uma mega empresa de bebida estimulante espalhava garrafas vazias do produto em ambientes estratégicos, com forte presença dos jovens, potenciais consumidores do produto. Deu certo. Renan tem usado estratégias de comunicação política agressivas em sua campanha, com cenas impactantes. Sabe-se lá o efeito disso junto aos eleitores, principalmente quando se sabe que hoje um dos maiores problemas do país reside exatamente na atuação do crime organizado. Ele já anda prometendo construir megas presídios e até introduzir a pena de morte em alguns casos.

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