A decisão de candidatar-se ao Governo do Estado do Paraná pode ter sido uma das mais acertadas do ex-juiz Sérgio Moro. Desde o início que as pesquisas de intenção de voto indicavam que ele poderia ser bem-sucedido. Na realidade, o eleitor paranaense, que havia demonstrado interesse em conduzi-lo ao Palácio do Iguaçu é que o fez tomar a decisão de candidatar-se. Com a fama adquirida durante os trabalhos da Lava-Jato, o que se diz no estado é que muita gente teme uma devassa da devassa no Palácio do Iguaçu. Mas isso já seria uma outra discussão. Primeiro ele precisa sentar na cadeira. De preferência sendo eleito no primeiro turno, conforme aponta alguns levantamentos.
Caso contrário, a situação muda completamente, uma vez que a tendência é uma união entre os seus principais adversários no pleito, desde o indicado pelo atual governador Ratinho Junior, Sandro Alex(PSD-PA), até o Requião Filho(PDT-PA), filho de Roberto Requião, ex-governador e ex-senador pelo estado. Sérgio Moro vai precisar fazer um esforço para ganhar a eleição ainda no primeiro turno. Ratinho Junior tem uma boa aprovação e aposta todas as suas fichas no nome de Sandro Alex(PSD-PA) para sucedê-lo. Como ainda estamos numa fase de pré-campanha, difícil dizer se o ex-juiz da Lava-Jato reunirá as condições efetivas de vencer a eleição ainda no primeiro turno.
Provavelmente não, uma vez que os demais concorrentes, por razões distintas, reúnem condições efetiva de uma reação, crescendo nas pesquisas de intenção de voto. Requião Filho é de uma família tradicional da política paranaense; Rafael Greca foi ex-prefeito de Curitiba; Sandro Alex é apoiado pelo atual governador do estado, alguém que estava se credenciando até mesmo para disputar a Presidência da República. Com a máquina na mão, é bem provável que seu afilhado cresça nas pesquisas até o4 de outubro.

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