quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Tijolaço do Jolugue: Os "gargalos" dos pontos de cultura.


Participando de um processo seletivo, fomos ler o relatório de avaliação do IPEA sobre os chamados pontos de cultura, programa do MINC que destina recursos públicos, conveninados com Governos Estaduais e Municipais, mediante avaliações de projetos, para arranjos culturais comunitários, subsidiando-os em vários aspectos, inclusive em todos os elos da cadeia produtiva. Hoje o Programa já atinge quase três mil pontos de cultura espalhados em todo o país, atingindo comunidades quilombolas, indígenas e GLBT. De acordo com um expoente da Escola de Frankfurt, Walter Benjamin, não existem objetivos sensatos na política. Talvez possamos afirmar que, no que concerne às políticas culturais implementadas no país na Era Lula/Dilma haja, sim, um elevado grau de sensatez, traduzido numa prática que se aproxima do politicamente correto e busca atingir, sem oa rancores da chamada "cultura da elite", a universalidade, equidade e maior democracia cultural, um fato inédito em nosso país. Há alguns problemas, observados pelo próprio IPEA, mas nada que contamine os propósitos essenciais do Programa Cultura Viva. Há, de fato, alguns gargalos, como a própria gestão desses pontos de cultura e a sua comunicação institucional, o que ainda é precária, mas até nesse quesito o Estado vem acertando a mão, procedendo uma espécie de avaliação por baixo, ouvindo as partes envolvidas, de forma qualitativa e não impondo critérios concebidos na capital federal. Por outro lado, o monitoramento constante do Programa, permite que os gestores possam aperfeiçoá-lo constantemente, corringindo seus rumos.

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