pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO.
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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Cortes em verba hospitalar e demolições na cracolândia mostram o que Dória entende por saúde pública.


Helena Borges
SE HAVIA ALGUMA dúvida de que João Doria não encarava saúde como uma prioridade, esta semana ela foi sanada. Ao usar força bruta policial para literalmente destruir a cracolândia do centro de São Paulo, o prefeito da capital paulista ignorou duas considerações fundamentais sobre a dependência de crack, ou qualquer outro tipo de droga: a questão é de saúde, e não de segurança. Não é atacando locais de consumo e venda que se resolve o problema. Para confirmar o nível de preocupação do prefeito sobre saúde pública, na sequência, ele mandou reduzir a verba de postos de saúde e hospitais em 7,2%. No início do ano, já havia mandado congelar 25% da receita da secretaria municipal de saúde.
“Não há possibilidade de a Cracolândia voltar”, afirmou o prefeito após a destruição da área, no fim de semana. Além de ferir pessoas durante a ação, seja por brutalidade policial ou simplesmente derrubando paredes por sobre elas, o prefeito não completou nem mesmo a “missão” a que se propôs: acabar com a feira de drogas.
23 05 2017 Sao Paulo SP Brasil -  Com a retirada do viciados em crack da região da Luz centro .  Outros locais como Praça Princesa Isabel é a nova" Cracolandia" com centenas de usuarios de droga na cidade e tamebém em outros locais do centro. Foto Alan White/Fotos Publicas
Próxima à região da Luz, onde foi realizada a megaoperação do fim de semana, a Praça Princesa Isabel é um dos pontos onde surgem novas cracolândias.

Foto: Alan White/Fotos Publicas
Em vez de dar fim à cracolândia, a operação fez com que ela se espalhasse pela cidade. Neste momento, “minicracolândias” estão sendo criadas ou expandidas em São Paulo. E o pior: as novas concentrações se encontram em pontos onde a estrutura de apoio aos usuários não é forte como era no centro, em lugares onde não há assistência social regular ou nem mesmo presença de ONGs que apoiam as famílias envolvidas.
Movimento semelhante foi observado em 2012, quando a gestão do então prefeito Gilberto Kassab (PSD) organizou junto ao governo Geraldo Alckmin (PSDB) a “Operação Cracolândia”. Já naquele momento, o crescimento de pontos de venda alternativos foi criticado como consequência da ação policial.
“Precisa e cirúrgica para evitar violência”
E qual a saída novamente apontada por Doria, frente à dispersão da cracolândia central? “Assim como na Luz, a ação será precisa e cirúrgica para evitar violência”, afirmou o prefeito. O ataque orquestrado no fim de semanaà região da Luz, que o prefeito qualifica como cirúrgico e preciso, foi alvo de críticas feitas por organizações de saúde, de defesa dos direitos humanos e por parte do Ministério Público e da Defensoria Pública. Um documento sobre a operação será entregue à Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Abaixo, é possível verificar como a operação foi tudo, menos uma ação “precisa e cirúrgica para evitar violência”:

Para completar, Doria ainda ordenou a internação compulsória de usuários presos durante a operação. Triste coincidência: em 18 de maio completaram-se 30 anos da Carta da Bauru, documento assinado pelos participantes do II Congresso dos Trabalhadores em Saúde Mental. A carta definiu as diretrizes da luta antimanicomial e que trouxe as questões da Reforma Psiquiátrica Brasileira para seu devido campo: a saúde.
Na carta, profissionais de saúde mental recusavam “o papel de agente da exclusão e da violência institucionalizadas, que desrespeitam os mínimos direitos da pessoa humana”. Em um relatório sobre saúde mental no mundo, de 2001, a Organização Mundial de Saúde incluiu a dependência de drogas e do álcool na lista de transtornos mentais que devem ser tratados sob o prisma da saúde pública.
Em comemoração aos 30 anos da carta, o Grupo de Trabalho de Saúde Mental e Liberdade da Pastoral Carcerária lançou uma nota criticando ações de internação compulsória, como a que viria a ser adotada pelo prefeito paulistano. Dois dias depois, a ação de Doria mostrou que as mesmas posturas criticadas há 30 anos continuam mais do que atuais, conforme criticou o Conselho Federal de Psicologia:
“Esse ‘novo programa’ repete fórmulas ultrapassadas, inadequadas e ineficientes do ponto de vista da saúde mental. Repete o ‘Programa Recomeço’, do governo estadual, e a ‘Operação Sufoco’, da gestão municipal. As três iniciativas têm como princípios o tratamento por internação, inclusive involuntária, em parceria com comunidades terapêuticas mantidas por entidades confessionais, não sendo coincidência o nome ‘Redenção’.”

Foto do topo: Operação policial na Cracolândia, em fevereiro de 2017, já utilizava de truculência policial.

(Publicado originalmente no site do Intercept Brasil)

13 pontos para embasar qualquer análise de conjuntura


O complexo financeiro-empresarial não tem opção partidária, não veste nenhuma camisa na política, nem defende pessoas. Sua intenção é tornar as leis e a administração do país totalmente favoráveis para suas metas de maximização dos lucros.
por: Maurício Abdalla
24 de maio de 2017
Crédito da Imagem: Mídia Ninja/cc
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1 – O foco do poder não está na política, mas na economia. Quem comanda a sociedade é o complexo financeiro-empresarial com dimensões globais e conformações específicas locais.
2 – Os donos do poder não são os políticos. Estes são apenas instrumentos dos verdadeiros donos do poder.
3 – O verdadeiro exercício do poder é invisível. O que vemos, na verdade, é a construção planejada de uma narrativa fantasiosa com aparência de realidade para criar a sensação de participação consciente e cidadã dos que se informam pelos meios de comunicação tradicionais.
4 – Os grandes meios de comunicação não se constituem mais em órgãos de “imprensa”, ou seja, instituições autônomas, cujo objeto é a notícia, e que podem ser independentes ou, eventualmente, compradas ou cooptadas por interesses. Eles são, atualmente, grandes conglomerados econômicos que também compõem o complexo financeiro-empresarial que comanda o poder invisível. Portanto, participam do exercício invisível do poder utilizando seus recursos de formação de consciência e opinião.
5 – Os donos do poder não apoiam partidos ou políticos específicos. Sua tática é apoiar quem lhes convém e destruir quem lhes estorva. Isso muda de acordo com a conjuntura. O exercício real do poder não tem partido e sua única ideologia é a supremacia do mercado e do lucro.
6 – O complexo financeiro-empresarial global pode apostar ora em Lula, ora em um político do PSDB, ora em Temer, ora em um aventureiro qualquer da política. E pode destruir qualquer um desses de acordo com sua conveniência.
7 – Por isso, o exercício do poder no campo subjetivo, responsabilidade da mídia corporativa, em um momento demoniza Lula, em outro Dilma, e logo depois Cunha, Temer, Aécio, etc. Tudo faz parte de um grande jogo estratégico com cuidadosas análises das condições objetivas e subjetivas da conjuntura.
8 – O complexo financeiro-empresarial não tem opção partidária, não veste nenhuma camisa na política, nem defende pessoas. Sua intenção é tornar as leis e a administração do país totalmente favoráveis para suas metas de maximização dos lucros.
9 – Assim, os donos do poder não querem um governo ou outro à toa: eles querem, na conjuntura atual, a reforma na previdência, o fim das leis trabalhistas, a manutenção do congelamento do orçamento primário, os cortes de gastos sociais para o serviço da dívida, as privatizações e o alívio dos tributos para os mais ricos.
10 – Se a conjuntura indicar que Temer não é o melhor para isso, não hesitarão em rifá-lo. A única coisa que não querem é que o povo brasileiro decida sobre o destino de seu país.
11 – Portanto, cada notícia é um lance no jogo. Cada escândalo é um movimento tático. Analisar a conjuntura não é ler notícia. É especular sobre a estratégia que justifica cada movimento tático do complexo financeiro-empresarial (do qual a mídia faz parte), para poder reagir também de maneira estratégica.
12 – A queda de Temer pode ser uma coisa boa. Mas é um movimento tático em uma estratégia mais ampla de quem comanda o poder. O que realmente importa é o que virá depois.
13 – Lembremo-nos: eles são mais espertos. Por isso estão no poder.



Maurício Abdalla é professor de filosofia na Universidade Federal do Espírito Santo.
(Publicado originalmente no site do jornal Le Monde Diplomatique Brasil)

A zumbificação da política brasilleira


A zumbificação da política brasileira
'Arranha-céus', de Robert e Shana ParkeHarrison, 2000 (Reprodução)
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A estética zumbi caracteriza a nossa época: ao corpo devorado pelo desespero podemos dar o nome genérico de democracia


Dia desses, vi meu primeiro filme de zumbis. Embora me interesse pelo imaginário de vampiros e lobisomens, confesso que não assistia filmes de zumbis por medo, por pensar que era um terror meio trash que me faria mal. Bom, vamos tentar elaborar essa questão que coloco inicialmente como algo pessoal. Alguém pode dizer que estou disfarçando um preconceito, mas não é bem assim. Quer dizer, talvez seja, mas vou relutar até o fim, porque se eu tiver algum preconceito, sentirei vergonha do meu preconceito.
Aproveito aqui para fazer um parêntese ainda nesse tom. Uma certa dose de vergonha, sobretudo no que diz respeito à vida pública, não é de todo ruim. A vergonha pode parecer um sentimento conservador, mas me parece também um sentimento inevitável, como a inveja. Mesmo que não seja uma coisa boa, a gente sente coisas desse tipo, da vergonha e da inveja. E não é por sentir coisas assim que elas se tornam boas. Tudo é mais complexo. É verdade que a vergonha é um tipo de sentimento que serve de mediação a outros. Eu sinto vergonha de ter medo, por exemplo, porque no fundo, no imaginário, a coragem é mais valorizada, ou sinto vergonha de ter ciúme ou raiva porque, igualmente, o ciúme e a raiva me desvalorizam diante de outros que não admiram esses sentimentos. A vergonha sinaliza para os valores de um época. Que nos tocam a todos e revelam um certo senso do que é “comum”.
Não estou fazendo o elogio da vergonha, apenas dizendo que eu sinto vergonha de ter preconceitos. E de ter preconceitos estéticos, como esse que talvez tenha me levado a não assistir filmes de zumbis.
Assisti a meu primeiro filme de zumbis e fiquei com uma sensação péssima. Em Extermínio 2 não restou aquele último sobrevivente que em todo cinema distópico dá um último sinal de esperança na comunidade humana, na vida possível e até mesmo na promessa de uma felicidade que há de vir. Na mesma noite, além do mal estar difuso, tive um pesadelo com redes sociais em que o foco era a solidão inevitável do mundo atual e a transformação de pessoas humanas em bonecos da Disney.
O filme parecia fechado nele mesmo, mas o que aparece no cinema é sempre um pouco espelho da realidade. E foi então que percebi que eu não estava com medo do filme de zumbis porque fosse humor trash, ou coisa de mau gosto (o mau gosto é um dos meus objetos de análise assim como o “bom gosto”, quem vai esquecer do “esteticamente correto” que nos controla hoje?), mas porque alguma verdade bem desagradável podia aparecer. E essa verdade apareceu.
A zumbificação do mundo
De que verdade estou falando? A verdade da zumbificação do mundo. Cada época tem os monstros que merece, digamos assim. Toda imagem em cada época revela energias psicológicas, morais e políticas que são sua verdade mais inerente. Ou seja, aquilo que aparece mesmo quando não devia aparecer, quando seria melhor que não aparecesse. Se nos séculos 19 e 20 os vampiros fizeram sucesso, no século 21 os zumbis tomaram a cena e os vampiros parecem cada vez mais antiquados.
O que tem um zumbi que o vampiro ou qualquer outro monstro mais clássico, por assim dizer, não tem? Uma determinada relação com o tempo. Vampiros viviam entre o dia e a noite, se moviam lentamente, precisavam enganar suas vítimas com gestos e simulações que exigiam de um tempo para acontecer. Vampiros se transformavam em morcegos. Eram ligados à animalidade e, desse modo, com a vida. Assim também acontecia com os lobisomens. Qualquer vampiro atravessa os séculos e seu tempo é medido em séculos. Por isso, a narrativa do vampiro é longa e sempre sobra alguém para o futuro.
Já o filme de zumbi mostra uma vida vivida como morte, dia e noite já não importam. O corpo do zumbi não tem saúde nem vitalidade e nenhum sangue o alimenta. O corpo zumbi atua sem esperança alguma. Os vampiros sobreviveram na época romântica como a tristeza de mortos que viviam como vivos, ou, melhor ainda, como seres límbicos, larvares entre a vida e a morte. Já o zumbi é sem futuro e, por isso, vive sem esperança alguma, no mais completo desespero. Por isso, sem grandes metamorfoses, as pessoas se tornam zumbis em vinte segundos, sem chance de retorno, sem qualquer expectativa de salvação.
Kierkegaard, autor cristão e romântico do século 19, escreveu um livro chamado A doença para a morte, no qual fala sobre o desespero. O desespero seria justamente a “doença para a morte” ou, se pensarmos bem, a vida vivida como uma doença na qual não se pode esperar mais nada.
Chegamos nesse lugar com o projeto-programa neoliberal. Adequado para o surgimento e para a sustentação da experiência zumbi.
Se a racionalidade técnica é a racionalidade da dominação, como diziam Adorno e Horkheimer em sua Dialética do Iluminismo, entende-se por que o tipo de susto zumbi é diferente do susto do vampiro. Vimos aliás, essa mutação na história do cinema. Da lentidão sepulcral de Nosferatu aos voos rasantes de Deixa ela entrar (2009), também o vampiro se tornou mais ágil. Até os vampiros sofrem de zumbificação. Dessa mudança no movimento que implica a velocidade das máquinas e das conexões digitais.
O susto zumbi é rápido porque não há tempo há perder. Ele é instantâneo como os movimentos da câmera que nos mostra o mundo zumbi. De repente, é estranho, mas ninguém sente mais susto algum ao ver um filme de terror tão intensamente pavoroso. O terror se tornou literal, vemos atores e espectadores anestesiados de tanto pavor. A coisa toda ficou naturalizada.
A política zumbi
A estética zumbi caracteriza a nossa época. E a ela corresponde uma política zumbi.
Michel (para) Temer é, na sabedoria iconográfica popular, um vampirão, como dizem há tempos. Porém, com a demonstração do apodrecimento generalizado dos personagens políticos, entramos com força na era dos zumbis políticos. Não espanta que a sabedoria iconográfica da internet tenha configurados Aécios e outros como personagens caricatos desse processo de zumbificação da política.
Desesperados por dinheiro, por poder, adoecidos para a morte, de dentro dela, todos correm para o alvo que é o corpo vivo ainda saudável, não para sobreviver nele, mas para puxá-lo para dentro da morte sem esperança, nem expectativa. A zumbificação acontece no tempo dos zumbis que é também o tempo digital, no qual tudo é instantâneo, no qual não há tempo para a salvação. O niilismo é a última verdade.
Ao corpo devorado pelo desespero podemos dar o nome genérico de democracia. Por isso, a pergunta urgente é: como produzir democracia e qual seria a sua chance, a sua qualidade, em tempos de zumbificação geral?
(Publicado originalmente no site da revista Cult)

Charge! Mor via Folha de São Paulo

Mor

terça-feira, 23 de maio de 2017

Charge! Benett

Publisher: The ingenuity of Mr. Michel Temer





We are plunged into a gigantic political impasse, with no prospect of a short-term solution. What we can think of right now is the need to build secure bridges for the future. In this muted political environment, a favorable environment is created, including the aggravation of the problems inherent in an institutional coup now underway in the country. Crisis of governability, political and institutional crisis, economic crisis, crisis of credibility. In a television program, a political scientist pointed out that research indicates that 30% of the Brazilian population is susceptible to an authoritarian solution. Perhaps he did not even need to report this, if we paid attention to the posters circulating in the demonstrations of the "coxinhas" all over the country.

Before the show was Dias Dias Eram Assim, TV Globo conducted a survey where it was found that a significant contingent of our population has no idea what the military dictatorship was in place in the country with the civil-military coup of 1964. Not really It is possible to believe that the people who imposed those posters - some with very serious mistakes of Portuguese language - can, in fact, have an idea of ​​what those days were. A co-worker reported that a relative of his was arrested for inquiries simply because he was wearing red pants on the sands of Copacabana. The citizen was gay. He was a guerrilla, at best, of freedom of sexual choice. This is not surprising, considering the fact that during the popular demonstrations of the June Days the open inquiry against the participants, called the "Black Bloc Inquiry", called for the "indictment" even of a Russian anarchist, Mikhail Bakunin, Caught in the phone cramps.

Michel Temer, even in the face of the facts that indicate and recommend his immediate departure from the country's executive branch, clings to the position, negotiating with the leaders of allied parties at one end, and in the A legal battle that must be fought with the Federal Supreme Court, where he is investigating against his conspiracies as President of the Republic. Strictly speaking, part of the political system is paralyzed, and those reforms that were presented as a matter of urgency, now rest quietly in a shower of water, awaiting the course of political events. Some parties have already disembarked from the allied base, but the so-called hard core, ie the DEM and the PSDB remain awaiting the confirmation, by the full STF, of the green light of the progress of investigations against the president. Even the competence of the minister Édson Fachin is being questioned by his defense lawyers, since the JBF roll involves other operations that Fachin would not have "competence" to judge. They want to know, even, how the lottery took place. I have no doubt - just like the reader - that they would like another name to be drawn, if you understand us.

It is difficult to build a consensus on a 'minimum agenda', which would at least allow the functioning of the institutions. With the possibility of a possible resignation of the President, it is also known that the requests for impeachment filed with the President Of the Chamber of Deputies, Rodrigo Maia (DEM), will have difficulties to be accepted. A man is sought in the Brazilian Legislative Power with moral stature, public spirit and leadership capacity to lead a transition until the elections of 2018.It is difficult for the We can try someone from "outside", a former president, a former magistrate, someone who approaches the profile described above.There are also those who see difficulties in the approval of the PEC of Miro Teixeira , Which calls for immediate elections to be called in. I do not see why some people advocate any difficulties here, since hardly the clamor of the streets could leave R to be heard at this time, although he understands that, by the constitutional regiment, the election would have to be indirect.

Here in the province of Pernambuco, the picture is also very unstable, since Pernambuco was temporized with 05 ministries in the Temer Government. Roberto Freire (PPS) handed over the job, I believe, taking advantage of the "deja" because he should not be very well as Minister of Culture. Raul Jungmann, also of the PPS, remains in charge of the Ministry of Defense not to be unemployed. He is a substitute and the chances of assuming the title of deputy are remote. Bruno Araújo (PSDB), the last of the vote for the annulment of Dilma Rousseff's warrant - which cried out against corruption in the governments of the PT coalition - even wrote a resignation letter, but decided to file it on the advice of the party. Fernando Bezerra Coelho Filho, although the PSB has disembarked from the government, remains as Minister of Mines and Energy. Apparently, there is no inconsistency here, since its indication to the Was virtually wrested by his father, Senator Fernando Bezerra Coelho (PSB). The Minister of Education, Mendonça Filho (DEM), is one of those allies of the first order. He will be one of the last to leave the governing ship. 

On Monday, the newspaper Folha de São Paulo brought a long interview with President Michel Temer. These are very clever questions, but it is well known that with the support of his lawyers, advisors, and supporters, he would certainly know how to stand out from embarrassment. Michel Temer is one of those great foxes of Brazilian politics. Rumor has it that he has prepared the fry of President Dilma Rousseff since 2014, when she was elected for the second term. In the sharpness of the political crisis that took over her government, as one of the last resources, Dilma indicated that fox to try in order in the henhouse of the allied base. Well. In the interview he gave to the Frias family newspaper, there, to many, when asked about the receipt of someone investigated, in the official residence of Jaburu, late at night, without appointment, with this person kept those dialogues little republican, the president Says a naive person. Everything but that, Michel Temer.

Crônicas do cotidiano: Fundação Joaquim Nabuco, uma pequena notável nos trópicos.



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José Luiz Gomes


Quando contava ainda com 17 anos de idade, o sociólogo Gilberto Freyre deixou a província pernambucana para estudar nos Estados Unidos, onde concluiu um mestrado com uma dissertação sobre a vida social no Brasil em meados do século XIX, que se tornaria o embrião do clássico Casa Grande & Senzala, publicado em 1933, um ano depois de Menino de Engenho, do amigo José Lins do Rego. Depois de 05 anos nos Estados Unidos, Gilberto retornou a Pernambuco, onde recebeu uma homenagem no Colégio Americano Batista, cujo pai, Alfredo Freyre, havia sido um dos fundadores. A relação do pai de Gilberto Freyre com este colégio ia muito além do "apenas um professor". Na realidade, Alfredo Freyre era catedrático de Ciência Política da Faculdade de Direito do Recife. 

Por ocasião da homenagem, o então jovem sociólogo leu um discurso contundente em defesa das tradições e da cultura regional, de certa forma se contrapondo à Semana de Arte Moderna, por demais receptiva às mudanças impostas pela burguesia de então. Não se vê em seu discurso, porém, algo que se aproxime hoje do conceito de xenofobismo. Exalta-se, isto sim, os valores da cultura regional no concerto das nações. Como já dissemos em outras ocasiões, Gilberto foi uma espécie de precursor de "quase tudo". Neste caso, talvez pudéssemos aproximá-lo aqui, já então, do conceito de glocalização, muito em voga nos debates mais recentes sobre a globalização. E, quem sabe, na condição, também, de um precursor. 

Na condição de Deputado Constituinte, no final da década de 40, Gilberto Freyre cria o Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, que se transformaria posteriormente em Fundação Joaquim Nabuco. A despeito de seus estudos nos Estados Unidos, onde, a princípio, poder-se-ia falar numa carreira acadêmica sem solavancos, a Fundação Joaquim Nabuco nunca teve um grande reconhecimento naquele país. A condição de "pequena notável" ou de uma "instituição de excelência nos trópicos' seria muito mais um reconhecimento do continente europeu, tendo como porta de entrada sobretudo Portugal, país onde o mestre de Apipucos gozava de grande prestígio intelectual, notadamente em razão de suas posições políticas e teóricas, identificadas com um colonialismo assimilativo, do tipo não segregacionista, o que levaria o Governo Português a financiar uma série de palestras do escritor nas colônias portuguesas nos continentes africano e asiático, quando esses países organizavam suas guerras de libertação colonial. Convém aqui deixar registrado que isso ocorreu na época do salazarismo. Gilberto flertava com vários intelectuais ligados ao regime. 

Nos seus primeiros anos de existência, a Instituição realizou algumas pesquisas importantes que ajudaram bastante a construir o seu conceito de instituição de excelência. Uma delas, inclusive, a que tratava da poluição dos rios provocadas pela monocultura da cana de açúcar na região da Zona da Mata pernambucana, produziu alguns estremecimentos na relação dos usineiros do Estado com um intelectual orgânico da açucarocracia local, numa expressão atribuída a Tobias Barreto. Não me recordo se nessa pesquisa em particular ou noutro texto, também é atribuído ao mestre de Apipucos o uso, pela primeira vez, do termo meio-ambiente sustentável. Essas rusgas seriam definitivamente sanadas em 1979, quando foi criado o Museu do Homem do Nordeste, que deu uma sobrevida a essas oligarquias e permitiu a Gilberto Freyre uma espécie de reconciliação com suas origens. Como se vê, o reconhecimento internacional da Fundação Joaquim Nabuco se deu ainda na década de 40, a partir de bases sólidas, de um trabalho muito bem construído, e não apenas a partir de uma estratégia de marketing, comunicação institucional, políticas do "guarda-chuva" ou coisas do gênero. 

Nos nossos estudos com o objetivo de contribuir com o debate sobre o PDI institucional, observamos, lá pelo final da década de 50, alguns movimentos curiosos no tocante às políticas institucionais. Produzimos 167 páginas para este debate, mas elas nunca foram apresentadas, pela absoluta impossibilidade de exequibilidade política, como viemos a constatar logo em seguida. Se Michel Temer, do alto de sua longa vida pública, ainda é capaz de cometer suas ingenuidades, imagina esse escriba, que até bem pouco tempo, ainda pensava em 'mudar o mundo'. Mas, se isso serve de algum alento, como diria o professor Robinson Cavalcanti, isso dá um doutorado ou um possível texto a ser publicado. 

Charge!Aroeira

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domingo, 21 de maio de 2017

Sejam bem-vindos, leitores alemães!

Normalmente, nos momentos de crises políticas agudas, são os russos quem mais nos prestigiam com acessos ao blog. Foi assim, por exemplo, por ocasião dos dias que antecederam ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff(PT). Os alemães sempre nos prestigiaram bastante - o que para nós é uma honra tê-los por aqui - mas sempre permaneceram ali pela quarta colocação em termos de acessos ao Contexto Político, um blog que tornou-se cosmopolita. Agora, por ocasião da crise do Governo Michel Temer, eles assumiram a liderança dos acessos, desbancando uma hegemonia americana que se mantinha há alguns meses. Na próxima semana, por razões óbvias, passaremos a  abrir espaço para uma editoria internacional no blog, também editada em língua inglesa, como já fazemos com os nossas conhecidos editoriais. O que podemos dizer? Sejam muito bem-vindos, leitores alemães!


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Legitimidade and potitical Asepsis





When we analyze the discursive narrative of President Michel Temer (PMDB), there is no question that the German philosopher, Friedrich Nickschche, who affirmed that every word was a mask and every discourse was a fraud, does not give no reason. The real intention of a discourse is not in what it reveals, but in what it conceals, which is the essence of discourse, the true motivation of its actor. For many years President Michel Temer maintained excellent relations with the Batista brothers, controllers of the J & F group. This relationship was so close that Joesley Batista was received at the official residence of the President of the Republic, in anonymity, late at night, which in itself would already constitute a questionable act, incompatible with the position that is expected of those who exercise the Highest position of the Federal Executive.

Now President Michel Temer's narrative is to disqualify Mr. Joesley Batista, who would have used criminal expediency in recording the conversation between them, as well as linking him to the governments of the PT coalition, which he and his party, The PMDB, integrated. But let us consider here, as the political scientist Michel Zaidan reported yesterday in his article, only the fact of the common ground that united these people, that is, anti-petism. And President Temer, as we soon knew, even integrating the allied base of President Dilma Rousseff, drew with the correlation of forces that would take power through the institutional coup. He was nominated as his political articulator. Just imagine! One must first make the point that Mr. Joesley Batista's denouncement spared almost no one from our troubled political system. It was even left for journalist Cláudio Humberto, from Diário do Poder, a former strong man from the communication of former president Fernando Collor, who, according to him, received a monthly allowance in the amount of R $ 18,000 reais not to publish any dissenting material to the group.

Difficult to know how the political system will react to this tsunami. The Brazilian political system is in the ICU and breathes through appliances. A government with a muddy base of support, with eight ministers in trouble with Operation Lava Jato, and now a president investigated for illegal audio recordings, in addition to reproaching his anti-republican behavior. On this horizon, there are no political actors with the public spirit and moral stature to negotiate an exit. Legislative houses are presided over by unreliable people, which would mean exchanging six by half a dozen, if one adopts the constitutional precepts which, when elaborated, certainly could not foresee such rot. In an assumption of a "Botafogo" buffer order, who, with the necessary qualifications, would assume an indirect election in the Legislature? Of course, he knows that the few good men in the House would not have a chance. It is known that anyone could qualify, but on the other hand, it is also known that this is a great illusion. The publisher of this blog and its readers would not have any chance.

We are, therefore, faced with a great political imbroglio, without a republican and democratic light at the end of the tunnel, except perhaps through a new election, as the voice of the streets suggests, calling for immediate elections. Direct elections yes, with the commitment to adopt a call of an exclusive constituent for a comprehensive reform of the political system. With these people there it is not possible to move forward in this direction. The country would have to take time for an indispensable political asepsis, which would rescue representative democracy within new parameters, preserve the constitutional principles of the Citizen Constitution promulgated in 1988; Ensure the full functioning of the Democratic Rule of Law; And, above all, to staunch this bloodletting of social rights that has always been the main purpose of this coup attempt. With the lowest dust, it is possible to understand a little better what packs the station of plim plim: one outside Temer, but with the same agenda. Make no mistake!

O poder está nas ruas. E a legitimidade também: Diretas, já!


Reordenar a sociedade a partir de agora é uma tarefa que só a rua poderá exercer integralmente, devolvendo-lhe a prerrogativa das urnas

por: Saul Leblon

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O Brasil adormeceu nesta quarta-feira, 17 de maio de 2017, sem saber as respostas para muitas das perguntas essenciais cobradas pelo passo seguinte de sua história.
 
Mas a principal delas para ir direto ao ponto --dispensando-se o retrospecto da implosão da frente golpista, com as gravações de pedidos de propinas feitas aos donos do JBS por Aécio Neves e Michel Temer— é saber se a mobilização popular será capaz de pr...eencher o vazio vertiginoso que se abriu agora não apenas na cúpula política, mas na estrutura do poder na sociedade.
 
As instituiçõesque dão coesão a uma sociedade fundada em conflitos de interesses agudos, como é o caso da brasileira, cujos abismos de desigualdade são sabidos, estão no chão.
 
Não há legitimidade no parlamento.
 
O judiciário tornou-se a armadura desfrutável do assalto das elites contra as urnas, na farsa de um impeachment – confirma-se agora-- arquitetado com uma escória a soldo.
 
A mídia foi a voz da exortação e da institucionalização desse esbulho.
 
Como será o amanhã de uma nação na qual o amálgama político foi destruído em nome do combate à corrupção. E sob esse biombo faiscante operou-se a virulenta destituição de direitos arduamente conquistados em um século de lutas democráticas?
 
O conservadorismo está na defensiva.
 
A plutocracia perdeu seu manto moral.
 
Desnudou-se como uma reles devoradora de libras de carne humana barata.
 
Moro e seus promotores terão que se explicar: por que nunca –nunca- abriram o foco para a tempestade que ora desabou, sobre as suas cabeças inclusive?





 
O contato mais próximo do califado de Curitiba com o assunto ‘Aécio Neves’ está documentado na série de fotogramas de sorridente cumplicidade entre o presidente nacional do PSDB e o juiz Sergio Moro.
 
Da mídia é suficiente dizer que sem ela o golpe teria sido impossível, assim como inviável a preservação da capatazia que ora sucumbe às gravações.
 
Reordenar a sociedade a partir de agora, portanto, é uma tarefa que só a rua poderá exercer integralmente, devolvendo-lhe a prerrogativa das urnas.
 
As sirenes da história anunciam confrontos intensos no front.
 
Não existe uma fórmula macroeconômica autossuficiente –seja a do golpismo, ou uma de ‘esquerda’ -- para tirar o Brasil do plano inclinado em que se encontra.
 
O que existe é uma derrocada vergonhosa do conservadorismo que amplia o espaço para o debate das reformas verdadeiramente indispensáveis à destinação social do desenvolvimento. A saber:
 
-uma reforma política para capacitar a democracia a se impor ao mercado;
 
-uma reforma tributária para buscar a fatia da riqueza sonegada à expansão da infraestrutura e dos serviços;
 
-uma reforma do sistema de comunicação para permitir o debate plural dos desafios brasileiros –que, insista-se não se resolvem sem ampla e permanente renegociação.
 
O Brasil será aquilo que a rua conseguir que ele seja. E o momento nunca foi tão propício para escrever isso no asfalto e nas praças de todo o país.
 
A legitimidade das ruas precisa ser exercida.
 
Urgentemente.
 
Só as lideranças populares tem condições hoje de falar à população em um palanque.
 
O conservadorismo usará o palanque privado da Globo para barrar o escrutínio da sua crise nas urnas.
 
A ocupação das ruas definirá quem é a liderança popular hoje no Brasil capaz de devolver credibilidade à política e seriedade à repactuação do desenvolvimento, arrebatando assim o apoio indispensável de setores da classe média democrática para levar a nação às urnas e retomar o fio de uma construção interrompida  --mais uma vez-- pela violência política conservadora.
(Publicado originalmente no Portal Carta Maior)
 

Charge! Jean Galvão via Folha de São Paulo

Jean Galvão

sábado, 20 de maio de 2017

Michel Zaidan: Renúncia, eleição indireta e eleições gerais já




Como bem disse o blogueiro José Luiz Silva, o governo Temer agoniza e os ratos já ensaiam os procedimentos de saída desse ruinoso experimento político. Uns deixaram o ministério, outros preparam a saída (mas não saíram) e outros passaram para a oposição. Era de se esperar que isso acontecesse, há mais ou menos dias. A coligação que apoiou esse arranjo só tinha em comum o anti-petismo e muitos interesses não necessariamente republicanos. A questão que fica é: saindo Temer, o que vai acontecer?

Gostaria de lembrar que o sogro do atual presidente da Câmara dos deputados, Wellington Moreira Franco, é uma espécie de eminência parda desse moribundo governo. Integra ele o trio composto por Padilha, Jucá e o dito cujo que mandam e desmandam no Presidente. É de se lembrar também que foi o sogro que urdiu a saída de Eduardo Cunha da Presidência da Câmara e tramou a eleição do seu genro, Rodrigo Maia, para o lugar de Cunha, o silencioso de ouro. Nesse ambiente de muitas especulações, intrigas, fofocas e suspeições, é muito difícil não achar que Moreira Franco não tenha previsto um cenário em que Temer foi impedido de governar e o seu contraparente assumisse a vacância do poder, na condição de primeiro mandatário da Casa. Mais ainda, o homem que conduziria - certamente - a eleição indireta pela Câmara o sucessor do atual ocupante da cadeira presidencial. Há pouco, Luis Nassif sugeriu que as gravações e sua divulgação poderia ser um artifício pensado para justificar também a condenação de LULA e seu impedimento para disputar as eleições presidenciais.

Pode até ser. A rede Globo e o seu jornal não são absolutamente insuspeitos nessa operação desconstrutora tanto de Aécio Neves e sua família, de José Serra e do próprio Michel Temer.. Deve haver algum plano por trás de tudo isso e não deve ser a favor da República brasileira. Mas a questão é: se Temer renunciar ou for impedido de continuar o resto do mandato presidencial, o que pode acontecer? - Diz a Constituição que no caso de vacância do titular e seu vice, o Presidente da Câmara assume para em três meses, fazer uma nova eleição pelo Congresso, embora qualquer brasileiro possa se candidatar. A lei que rege essas eleições é de 1964, anterior portanto à Constituição de 1 988, e pode estar sujeita a muitas controvérsias e contestações na sua aplicação ao caso vigente. Como se trata de matéria "interna corporis", é possível que o atual grupo político hegemônico na Casa produza uma interpretação de acordo com seus interesses. E aí já se sabe quem seria beneficiado com essa exegese legislativa.

Falemos da oposição e da PEC apresentada fixando a realização de eleições gerais já. Este parece que seria o caminho mais adequado diante da falta de legitimidade (não de legalidade) de que desfrutam os atuais mandatários da Câmara para elegerem quem quer que seja (ou fazer qualquer reforma). Muitos estão na mira da Operação Lava-a-jato. Houve muitas notícias sobre a compra de voto pelo "impeachment" da Presidente Dilma. A atual legislatura - uma das piores nesses últimos tempos - vem cumprindo docilmente uma agenda legislativa contrária aos interesses do povo, mas à serviço das empresas nacionais e estrangeiras e outros grupos econômicos do país. Por tudo isso, seria assentar mais um golpe da vontade política do eleitor, votar num nome escolhido especialmente para isso, para suceder o temeroso.

Como disse o ex-presidente do STF, está na hora do povo brasileiro tomar em suas mãos o destino do País, ir às ruas pedindo eleições diretas e gerais já, apoiando e reforçando a votação da PEC que pede a antecipação das eleições gerais. Não há mais o que fazer. É uma ilusão esperar que o Judiciário, o Executivo ou o Presidente da Câmara apoiem essa oportuna e justa devolução do poder de decisão eleitoral ao povo brasileiro. Esses parlamentares estão de costas para a Nação, legislam em favor de si mesmos e de seus interesses. Só o povo é soberano, num momento de crise como esse, para decidir o que é melhor para si.


Michel Zaidan Filho é filósofo, historiador, cientista político, professor titular da UFPE e coordenador do Núcleo de Estudos Eleitorais, Partidários e da Democracia - NEEPD- UFPE.

Charge!

Renato Machado

Publisher: Indecente Dialogues in Jaburu




Resultado de imagem para wesley e temer

Top political analysts have already come to the conclusion that the problem is now what will come after the demise of the Michel Temer government. A government with this profile, without the least moral stature, ethical and absolutely devoid of public spirit, would have no chance of asserting itself. After the impeachment of President Dilma Rousseff - which had the support of powerful groups and the leniency of the judiciary - sociologist Sérgio Pinheiro (USP) coined a phrase that would be famous - and recurrent since then - informing that the country was Be governed by gangsters. We are now imagining the face of those Congressmen who promoted those hilarious scenes in the Chamber of Deputies, when the request for removal from the president was approved, and there began his ordeal. They called out that they were voting in the "yes, Mr. President," in the name of a moralization of the public thing. Have you already calculated the size of the nonsense?

The fact is that our political system - which has never been a great thing at all - this time has spiraled down, since, with very few exceptions, strategic and relevant political actors - capable of trying to build some consensus - are all caught up in investigations Of Operation Lava Jato. Some of these actors were, until very recently, armored by the unconcealed forces that devised the coup against President Dilma Rousseff. The bomb exploded in Brasília, not in Curitiba or Belo Horizonte, where these actors seemed to control the situation. This seems to have made some difference, causing the plim plim broadcaster to go in the "bump", by the absolute absence of some preparation before the unusual. Do not you think they have become Democrats and Constitutionalists. Sometimes, in politics, the circumstances can be decisive.

The Wesley brothers and Joesley Batista is what is called in police jargon, a kind of "bare wire," that is, that individual who, driven by the most different possibilities, end up "delivering" the game of banditry, helping the police to identify And compromise, in this case, the tricksters of the treasury. In the case of owners of the J & B group, certainly the motivation would be the advantages offered to the informers. No one could have imagined that this bare wire could be someone of such confidence as the establishment coup, with the prestige of being received at night in the Palace Jaburu, according to his conveniences, presenting himself as Mr. Ricardo, in an absolutely clandestine schedule, not compatible with The transparency of the actions of a President of the Republic.

In the official residence of the President of the Federative Republic of Brazil, the dialogues would be absolutely indecent, indecent, anti-Republican. More than that, it is characterized the illicit incongruent with the exercise of the public position exerted by Mr. Michel Temer, in the last analysis, a public agent, as the recorded videos would show, and later disclosed, all according to the combined with the judicial apparatus , Security and state control. The recordings of the Batista brothers caught some of the big fishes of the republic, who continued to operate in the rush, even in the face of the progress of the Lava Jato investigations, in evidence that we are still a long way from extirpating the country's structural corruption.

Charge! Duke via O dia