Hoje, 24, as redes sociais estão repletas de informações acerca da localização de eventuais mansões atribuídas como sendo de propriedade do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Naturalmente que existe aí um mecanismo já conhecido para adquirir esses bens em nomes de terceiros, não se identificando o dono legítimo dos imóveis. Por outro lado, antes de uma comprovação legal, a partir dos órgãos competentes, tudo fica apenas no terreno das suposições. São mansões caríssimas, cinematográficas, de tirar o fôlego, localizado em endereços privilegiadíssimos dos Estados Unidos. A CPMI do INSS foi interrompida no momento em que avançava sobre as investigações acerca dos famigerados empréstimos consignados de pensionistas e aposentado concedidos pelo Banco Master.
Como não se avançou suficientemente nessas investigações, por razões conhecidas, não dá para afirmar, categoricamente, sobre as cifras movimentadas, mas já se sabia que a quantia envolvida era vultosa. O paradoxo disso tudo é que os pobres velhinhos, sem dinheiro até para adquirir os remédios para assegurar um pouco de paz em suas doenças crônicas, podem ter contribuído para bancar a luxúria de políticos, empresários e banqueiros pelo mundo afora. Conforme informamos no editorial anterior, a delação premiada do banqueiro não vai muito bem. Sem nenhuma outra alternativa, ele vai acabar revelando nuances dessa engrenagem, onde se presume que ele não seja, necessariamente, o cabeça. Vamos aguardar os próximos lances desse jogo nefasto.
Nas redes sociais também circula um vídeo do pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, como se diz popularmente, metendo o sarrafo numa oligarquia política pernambucana. Renan pretende percorrer a Bahia, produzindo vídeos para divulgação nas rede sociais, com críticas duras ao Governo do PT no estado. Segundo as avaliações do pré-candidato, a Bahia é um retrato do que pode virá o Brasil se o partido for mantido no governo. Renan toma como referência o episódio onde traficantes de uma facção invadiram um cemitério para metralhar o caixão de um desafeto que estava sendo enterrado. Um simbolismo para deixar claro quem era dono do território, mas que chocou um país católico, onde nem o momento de dor de uma família foi respeitado. Este episódio está sendo muito "explorado" e ainda pode produzir muitos danos políticos.

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