A incansável Polícia Federal fez mais uma busca e apreensão em residência do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, desta vez em razão de aplicação de quase um bilhão de reais dos fundos previdenciários de servidores estaduais no Banco Master. Os investigadores estão entrando numa seara das mais interessantes, uma vez que estão buscando a responsabilização de agentes públicos, talvez até mesmo do quadro efetivo, que estão autorizando esses investimentos. Isso ocorreu em todo o Brasil. São inúmeras prefeituras municipais que aplicaram recursos dos servidores em fundos do banco, talvez mesmo sabendo que se tratava de algo temerário, inseguro. Por que fizeram isso? É uma boa pergunta. Auferiram alguma vantagem? A conta, no final, quebrou para os servidores públicos estaduais ou municipais, que agora aguardam o ressarcimento do erário através do FGC. Este é um assunto que iremos aprofundar mais tarde.
Hoje, 26, foi preso na Bolívia o senhor Gerson Palermo, que estava foragido há mais de seis anos, acusado de supostas ligações com o PCC. Palermo cumpria pena no Brasil e fugiu em condições pouco esclarecidas até hoje. Mas isso não é o mais importante. O importante mesmo é a condição de um país como a Bolívia, que hoje se transformou numa espécie de porto seguro para faccionados brasileiros encrencados com a justiça. Uma espécie de país esconderijo. São recorrentes os casos de procurados pela justiça brasileira e de outros países que estão sendo capturados na Bolívia. Em tese isso já seria reflexo da integração do presidente daquele país, Rodrigo Paz, à operação Escudo das Américas, voltada para o enfrentamento do crime organizado no continente. Depois da reunião com Trump, a chapa esquentou para os traficantes escondidos no país.
Soubemos há pouco que o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, já se encontra a caminho da Casa Branca para uma conversa com o presidente americano, Donald Trump. Há muita gente interessada nesta agenda, sobretudo se considerarmos a questão da geopolítica definida pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos para a América Latina, que também pode ser classificada como doutrina Trump. Enquanto o Governo Lula tem reticências a tal doutrina, a afinidade de uma candidatura como a de Flávio Bolsonaro são evidentes.

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