Não há dúvidas de que o pré-candidato Flávio Bolsonaro geriu mal a crise do "Dark Horse", quando ele foi enredado em diálogos e uma visita ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, quando este já estava usando tornozeleira eletrônica. Também não se pode culpar sua assessoria de marketing político em razão de suas atitudes, se entendermos que, possivelmente, não foram eles não o aconselharam a mentir. Em todo caso, bastante pressionado - até pelas pesquisas, que mostram um relativo declínio de suas intenções de voto - ele resolveu mudar sua equipe de marqueteiros e está em visita aos Estados Unidos, onde deve manter um encontro com o presidente Donald Trump. Este encontro será marcado por simbolismos políticos que os petistas não estão nenhum pouco satisfeitos.
Teme-se até um eventual apoio explícito de Donald Trump ao candidato, o que não seria de todo improvável diante da conjuntura continental do Escudo das Américas, onde o Governo dos Estados Unidos tenta ajustar os mandatários dos países do continente aos seus objetivos geopolíticos. Até recentemente, Lula esteve com o presidente Donald Trump, mas, a despeito das boas conversas, sabe-se que o presidente americano não abre em relação a algumas questões. Uma delas e classificar como narcoterroristas organizações do crime organizado que atuam no país. Aqui estão envolvidos interesses geopolíticos gigantescos e não é a posição que Lula apoia sobre o assunto que será determinante.
Neste tabuleiro, por exemplo, existe a China, que mantém um expressivo comércio com o país e que o Tio Sam não gosta nenhum pouco dessas intimidades, assim como ocorreu na Venezuela. Declarar as nossas facções como organizações terroristas daria uma liberdade de ação dos Estados Unidos inclusive em nosso território, possivelmente trazendo prejuízos para o comércio entre os brasileiros e os chineses. Os Estados Unidos estão adotando essa política do torniquete até o sujeito sangrar, como ocorreu com Nicolás Maduro. Cuba é a bola da vez. Na foto acima, Eduardo Fischer, novo marqueteiro da pré-campanha de Flávio Bolsonaro.

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