O PT precisa desatar um nó-cego em Minas Gerais, estado estratégico para a assegurar a reeleição de Lula em 2026. A cadeira do Palácio do Planalto passa, necessariamente, pela performance do candidato em Minas Gerais. O histórico eleitoral do próprio Lula indica isso. Quando esteve bem no estado, foi eleito. Quando encontrou dificuldades em Minas, perdeu a eleição. Minas guarda um pedacinho de todo o país. Tem opulência e riquezas, os sabores da Serra da Canastra, a beleza das cidades históricas, mas tem também a pobreza do Vale do Jequitinhonha, um emblema de nossas históricas desigualdades sociais. Tem cachoeiras e parques estonteantes, mas também entra no polígono da seca no planejamento da SUDENE. O estado reflete um pedacinho de todo o país, daí sua importância numa eleição presidencial.
Lula se empenhou pessoalmente para transformar o senador Rodrigo Pacheco como candidato apoiado pelo PT ao governo de Minas Gerais. Esta equação, desde o início, tornou-se uma equação de solução difícil, a começar pelos próprios planos do senador, que se confirmam agora com sua desistência de disputar uma nova eleição. Pacheco teria duas opções menos traumáticas, como uma vaga e aposentadoria vitalícia ocupando uma das vagas no Supremo Tribunal Federal ou no Tribunal de Contas da União. As melhores opções para ele. Amigos como Davi Alcolumbre tentaram interceder em favor de sua indicação para o STF, mas Lula tinha outros planos para a vaga. Lula jogou mal aqui. Perdeu com a indicação com Jorge Messias e meteu-se numa enrascada eleitoral dos diabos em Minas Gerais, estado onde a direita anda muito bem das pernas, seja a direita mais independente, seja a direita bolsonarista.
Hoje, 31, a coluna Diário do Poder traz a informação dando conta que as articulações sobre a indicação de Rodrigo Pacheco para o TCU continuam ativas. Outra confusão dos diabos é o PT de Minas Gerais que, não raro, costuma arrumar mais problemas do que soluções para o Palácio do Planalto. Vamos aguardar o andar da carruagem política, temos alguns meses ainda até 04 de outubro, mas al sugere que o PT não encontrará uma solução para o impasse criado com a desistência de Rodrigo Pacheco em disputar a cadeira do Palácio Tiradentes, assim como se sugere que ele não terá dificuldades em sua indicação para o TCU. Seia o melhor para ele.

Nenhum comentário:
Postar um comentário