pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Um escândalo para não ser esquecido
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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Editorial: Um escândalo para não ser esquecido



Há muita coisa ainda a ser investigada acerca do escândalo do INSS, principalmente quando se descobre que "novos" escândalos estão a ele associados, como é o caso do escândalo do Banco Master, que teria arrecado bilhões dos aposentados através dos famigerados empréstimos consignados. A CPMI do INSS caminhava, inclusive, para desvendar vínculos perniciosos desse esquema com o crime organizado. Infelizmente a CPMI foi interrompida antes que o seu trabalho pudesse ter sido concluído a contento. Até o seu relatório deixou de ser aprovado, mesmo com a precisão dos trabalhos realizados pelo seu relator, o deputado federal alagoano, Alfredo Gaspar. Atores importantes envolvidos neste enredo deixaram de ser ouvidos e, portanto, responsabilizados pelos seus atos. 

Outros tantos envolvidos, figuras de proa, aliás,  já demonstraram a intenção de integrar programa de delação premiada. O órgão precisa ser republicanizado, blindado de forma segura para evitar novas investidas dos gatunos. Esteve bastante vulnerável, permitindo que os segurados fossem submetidos a todo tipo de achaques. A avaliação de órgãos de controle, a exemplo do TCU, ao recomendar cautela em relação à novos empréstimos, conforme assegura o editorial do Estadão do dia de hoje, 25, a partir de uma entrevista com Wolney Queiroz, Ministro da Previdência, é uma evidência da possibilidade de possíveis vulnerabilidades. O escândalo do INSS não é uma coisa do passado, mas do futuro. 

É curioso como, neste momento, os maiores escândalos de corrupção do país passaram a ter um modus operandi comum, quase sempre envolvendo altas autoridades com o crime organizado, culminando com recursos escondidos em paraísos fiscais e aquisições de mansões através de laranjas nos Estados Unidos. Em certa medida, alguns órgãos públicos brasileiros se tornaram tão vulneráveis que podem ser comparados a uma tábua de pirulitos, como se diz aqui no Nordeste. Entende-se, em grande medida, uma preocupação premente do órgão em encerrar as gigantescas filas, mas é preciso aprimorar os mecanismos de proteção desses novos segurados. 

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