Uma onda de extrema-direita varre a América Latina, onde políticos com este perfil estão sendo conduzidos à presidência de países do continente nas últimas eleições, a exemplo da Argentina, Chile, Bolívia, Equador, Paraguai, Peru e, mais recentemente, a Colômbia. Abelardo de la Espriella, foi eleito no último domingo, 21, em segundo turno, o novo presidente colombiano. Suas chances de chegar ao poder foram antecipadas por este editor logo depois do final do primeiro turno daquelas eleições, onde ele ficou à frente do concorrente, Ivan Cepada, apoiado pelo atual presidente do país, Gustavo Petro, embora com uma margem apertada de votos, apenas 1%, o que levou os governistas a contestarem o resultado.
Há algumas teorias construídas em torno deste assunto, principalmente por setores mais à esquerda do espectro político, sobre as quais poderíamos nos debruçar, mas, de concreto, o que parece estar em jogo mesmo é a incapacidade desses países em lidarem com o avanço do crime organizado com os instrumentos convencionais até então utilizados. No Brasil entes federados estão entrando em colapso, a exemplo de estados como o Ceará, a Bahia, o Rio Grande do Norte. Na Colômbia é um país inteiro. A plataforma política de Espriella é de enfrentamento radical, com a utilização das Forças Armadas e construção de presídios ao estilo do CECOT de Nayib Bukele, de El Salvador, um dos seus inspiradores.
A esquerda adora neologismo. Terá que lidar agora com um novo neologismo, ou seja, a bukelização do continente latino-americano. Já existem outros CECOT's em construção e "missões" estrangeiras estão sendo encaminhadas a El Salvador para estudarem o modelo adotado naquele país no enfrentamento das gangues que ali atuavam. Um dos nossos principais concorrentes à Presidência da República já esteve ali, acompanhado de outros parlamentares e se mostra simpático à propostas como o "Escudo das Américas", proposição do Governo Norte-Americano. Um outsider, o Renan Santos, com chances de surpreender nas eleições, é francamente favorável à adoção de medidas radicais no enfrentamento do crime organizado.

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