pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: A super-representação de Pernambuco no Governo Lula.
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sábado, 27 de junho de 2026

Editorial: A super-representação de Pernambuco no Governo Lula.


A coluna Diário do Poder, no dia hoje, 27, traz algumas informações importantes acerca da sub-representação de algumas regiões do país no Governo Lula 3, assim como a super-representação de alguns entes federados, a exemplo de São Paulo e Pernambuco que, juntos, somam 17 ministros, quase a metade de todo o corpo ministerial. Esta desproporção, principalmente quando estamos tratando de representação parlamentar, constitui-se  num grave problema, cuja discussão demandaria um espaço maior do que um simples editorial. Vamos ficar no Executivo para não nos alongarmos. Existem algumas razões para Pernambuco ocupar este espaço no Governo Lula é isso não se resume ao fato de ser a terra do presidente Lula. 

A Bahia, conforme observa a coluna, mesmo dando a Lula 72% dos votos na última eleição presidencial, tem apenas quatro ministros no Governo. Recentemente, também perdeu o líder do Governo no Senado Federal, Jaques Wagner, defenestrado do cargo quando teve o seu nome associado a escândalos envolvendo o Banco Master. Sai um baiano da chamada "República do Acarajé" e entra a senadora pernambucana Tereza Leitão, mulher de partido, fiel escudeira do Governo Lula, ilustre representante da "República do Leão do Norte". O Ministro Sílvio Costa Filho, que deixou o Ministério da Pesca recentemente, era um dos mais elogiados por Lula. André de Paula, que assumiu o Ministério da Agricultura, na cota do PSD, é um rebento da escola de Marco Maciel. 

José Múcio Monteiro, Ministro da Defesa, é conhecido por sua habilidade na arte da conciliação, do apaziguamento. Lula não o dispensa, principalmente porque ele gerencia uma área das mais complexas, a militar, onde os reclames são grandes, principalmente em relação ao contingenciamento de verbas. Os pernambucanos são bons de conversas, articulações e até bons gestores. Isso explica, em parte, a ocupação de espaços relevantes no Executivo Federal. 

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