pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Ações coordenadas contra o crime organizado
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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Editorial: Ações coordenadas contra o crime organizado


Há um adágio aqui na região onde se afirma que dois bicudos não se beijam. Lula sabe da importância de manter um diálogo permanente com o presidente americano Donald Trump, mais, internamente, faz questão de alfinetá-lo com as bravatas do soberanês, uma narrativa que pode até dá certo como estratégia de reeleição. Por outro lado, plantado no território do inimigo, interferindo diretamente nesse padrão de relação entre os dois presidentes, uma família, com acesso direto ao próprio Trump ou aos seus assessores diretos. Apesar de tratá-los como traidores entre nós, do ponto de vista estritamente estratégico da relação entre os dois países, a conta não fecha. 

Independentemente da vontade do Governo Lula, o Departamento de Estado acabou mesmo classificando organizações como o PCC e o CV como organizações narcoterroristas. Até recentemente, numa operação de forças militares americanas dentro do território da Venezuela, o que já não é mais alguma novidade, os americanos destruíram o que seria um acampamento da facção Tren de Aragua, matando Niño Guerrero, o chefão do cartel. Para que tenhamos uma ideia sobre como essas ações contra o crime organizado precisa de uma coordenação de inteligência e ações conjuntas, ontem, 18, a Polícia Civil do Rio de Janeiro, numa operação realizada no Aeroporto do Galeão, prendou o operador financeiro desta facção venezuelana, numa ação que confiscou 300 milhões de dólares e um automóvel Porsche. 

Esta organização criminosa já opera no Brasil há algum tempo, assim como facções brasileiras atuam em diversos ramos ilegais no exterior. No Brasil, sequer existe uma integração efetiva dessas ações envolvendo a União e os entes federados. A proposta do Governo Lula até acena para esta necessidade, mas, a rigor, sabemos que ela funciona bem apenas em relação há alguns entes federados, uma vez que os estados sob o controle da oposição, deliberadamente, evitam estabelecer esta parceria. Na região, observamos o estado da Paraíba como uma honrosa exceção. Gaeco, Ficco, Ministério Público, PRF, polícias militar e civil realizam várias operações conjuntas contra o crime organizado. Não sabemos se este padrão de articulação já é suficiente, mas, sim, é alvissareiro. 


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