pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: A "judicialização" das pesquisas de intenção de voto?
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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Editorial: A "judicialização" das pesquisas de intenção de voto?


Neste climão de polarização política, o "terrível" editorialista de O Estado de São Paulo já foi acusado de fazer o jogo do governo de turno pelos bolsonaristas, assim como já foi taxado de direitista pelos petistas. O humor de ambos os lados muda conforme as opiniões emitidas pelo jornal da família Mesquita. Leio-o sempre e, não raro, comentamos por aqui as suas opiniões. Hoje, 11, por exemplo, o editorial é uma crítica à recente medida tomada pelo presidente do TSE, o Ministro Nunes Marques, que proibiu a veiculação de uma pesquisa do Instituto Atlas\Intel, atendendo a uma solicitação do pré-candidato Flávio Bolsonaro. Salvo melhor juízo, na Paraíba uma outra decisão judicial proibiu a divulgação de uma pesquisa do Instituto Veritá sobre a corrida estadual naquele estado. 

Como observa o editorialista, esta é uma situação das mais polêmicas, sobretudo se entendermos que, a rigor, não compete ao Poder Judiciário a prerrogativa de proibir divulgações de pesquisas, sobretudo aquelas que cumpriram os critérios técnicos e legais previstos, o que, certamente, deve orientar os procedimentos desses institutos. Não é bem este o caso desses dois institutos - com uma larga experiência e tempo de atuação no mercado - mas o que consideramos curioso é o número surpreendente de institutos que surgem durante as eleições. Aqui observamos alguns problemas. Talvez precisássemos melhorar os "filtros" para a constituição desses institutos. 

Metodologias utilizados podem ser responsáveis por grandes discrepâncias entre os institutos de pesquisas. Há uma semana o Datafolha mostrou a liderança da governadora Raquel Lyra(PSD-PE) sobre o seu concorrente João Campos(PSB-PE), na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. Hoje, 11, já há uma outra pesquisa, desta vez realizada pelo Real Time Big Data, apontando que João teria "revertido" tal desvantagem. O que ocorreu entre uma semana e outra que possa justificar tal mudança? Tal mudança de cenário na disputa, de fato, ocorreu? Não seria melhor aguardarmos um pouco mais e mantermos o quartel de prontidão? Observar o comportamento dos tracking ou uma média ponderada entre os levantamentos dos diversos institutos?  

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