Hoje, 27, o editorial do jornal O Estado de São Paulo é sobre o racha no clã Bolsonaro, onde o editorialista sugere haver algo de podre naquele reino, que se sustenta, em certa medida, em razão do antipetismo da sociedade brasileira. Valdemar da Costa Neto, Presidente Nacional do PL, e a senadora Damaris Alves estão atuando como bombeiros para evitar maiores estrados à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Pernambuco produziu um grande folclorista, Mario Souto Maior, ex-Promotor Público, que trabalhava na Fundação Joaquim Nabuco, dirigindo um núcleo especifico destinado a pesquisas e estudos sobre este tema. Mário era um folclorista das antigas, a exemplo de Câmara Cascudo, um potiguar que, desencantado com a medicina, deixou um dos maiores legados de estudos e produção nesta área no país.
Um dos livros mais famosos de Mário é sobre os Nomes Próprios Pouco Comuns, onde, através de uma vasta pesquisa em cartórios de todo o país, ele conseguiu reunir nomes muito engraçados e inusitados, a exemplo de: Um Dois Três de Oliveira Quatro, Restos Mortais de Catarina, Oceano Atlântico Linhares, Rolando Escadabaixo, Necrotério Pereira da Silva. Sempre que apareciam aqueles apelidos da famosa lista de propinas da Odebrecht, por algum motivo lembrávamos de Mario. Se ele ainda estivesse vivo, tínhamos aqui uma nova fonte de pesquisa interessante. Mas, na realidade, o assunto que provocou este editorial foi uma "justificativa" dada por cidadão encrencado no rolo de um recente escândalo de corrupção no país, onde ele advoga que pediu ao intermediário - segundo as apurações da Polícia Federal - para comprar um imóvel - que a PF acredita que tenha recebido como propina - para recomprá-lo depois.
E por aí vai. Um outro encontra uma justificativa para guardar em seu apartamento malas abarrotadas de dinheiro. Esconder dinheiro na cueca e coisas assim. É normal que um banqueiro envolvido até a medula em corrupção tenha financiado diárias caríssimas para um político que ocupa um dos cargos mais importantes da República? É a criatividade da malandragem brasileira imperando num país que realmente não pode ser levado muito a sério.

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