| Crédito da Foto: Marcelo Gomes\Acervo Trip |
Este é o título de um dos textos mais emblemáticos do antropólogo Roberto DaMatta, onde, como sugere o título, ele tenta explicar o que faz do Brasil, Brasil. Por aqui ocorre algumas coisas curiosas, como uma análise que chegou ao Supremo Tribunal Federal, onde um ministro cobra explicações da direção da Penitenciária da Papuda acerca de uma suposta pressão para que Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS" faça delação premiada. Ficamos sem entender. Aliás, o próprio Camilo Antunes, salvo melhor juízo, muito em função da prisão do seu filho, já teria manifestado interesse em entrar no programa de colaboração espontaneamente.
Outro fato curioso é um processo, movido pelo Governo Elmano de Freitas - ou seria do PT cearense? ainda não temos certeza - contra o pré-candidato Ciro Gomes, que envolve a prisão de Bebeto do Choró, um ex-prefeito arrolado num processo que está relacionado às facções do crime organizado no estado, que se encontra foragido há alguns meses. Não vamos aqui entrar no "mérito" da questão, uma vez que este caso tomou repercussão nacional por envolver supostas relações de políticos eleitos com o crime organizado. É aquilo que tratamos aqui como a "institucionalização" do crime organizado.
O Rio de Janeiro é o melhor exemplo, mas numa cidadezinha do próprio Ceará, praticamente uma penca inteira de vereadores foram presos por este motivo. Inclusive o presidente da Câmara Municipal. Ainda para hoje, um encontro entre o presidente Lula e o ainda líder do Governo no Senado Federal, o senador Jaques Wagner. É aquela conversa entre bons amigos, onde um fica insistindo para o outro desligar primeiro. Pessoalmente, Lula não gostaria de pedir o cargo a um amigo de décadas. Jaques Wagner também não gostaria de entregar o cargo, mas se sente contingenciado a fazê-lo. Aproveitamos para agradecer os leitores pelos 10 mil acessos ao blog até este momento.

