pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: E aí? Vamos começar o ano com o pé direito ou não?
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Editorial: E aí? Vamos começar o ano com o pé direito ou não?


Nas últimas horas não se fala noutra coisa senão no eventual deslize na publicidade das sandálias Havaianas, onde a atriz Fernanda Torres, numa peça publicitária, pede para não começarmos o ano com o pé direito. Consideramos tudo isso uma tremenda bobagem, mas a repercussão negativa obrigou a empresa a retirar a propaganda do ar e convocar uma reunião de emergência entre os seus executivos de marketing. As especulações são de toda ordem, pois, além da polarização política, também enfrentamos o aguçamento da teoria da conspiração. Poderia estar implícita uma campanha subliminar, de olho nas eleições presidenciais do próximo ano; o CEO da empresa teria participado de uma reunião de conselheiros no Palácio do Planalto; os bolsonaristas promovem uma verdadeira campanha de boicote às sandálias da marca, em contraponto ao incentivo à aquisição da sua principal concorrente. 

A polarização política alimenta essas situações, mas, no máximo, o que poderia ter ocorrido é um deslize involuntário. A turma passa a ver chifre em cabeça de cavalo. Há ilações aos cachês recebidos pela atriz; suas ligações com os grupos mais progressistas; sua relação com o grupo Moreira Salles, etc. Não faz muito tempo, foi divulgada a informação que havia um grupo de eleitores que estavam se cansado desta polarização, ou seja, desejavam uma opção entre o petismo e o bolsonarismo. Mas, pelo andar da carruagem política, a polarização terá fôlego longo, no mínimo até as eleições presidenciais de 2026. Credita-se, inclusive, o crescimento de Flávio Bolsonaro exatamente em função da polarização política. Mais bolsonarista do que ele, impossível. 

Nos bastidores da política comenta-se que o próprio Lula estaria interessando na consolidação dessa candidatura. Tarcísio de Freitas seria um nome mais difícil de ser derrotado, principalmente porque ele pode ter maior penetração ali pelo meio de campo, uma área onde Flávio Bolsonaro não joga bem.  Ele vem aparando as arestas do bolsonarismo mais radical exatamente com este propósito. Em todo caso, raciocina o morubixaba, seria mais fácil jogá-lo nas cordas. Na ilustração, uma propaganda do carro Fusca. Não encontrei aquela que falava nas "quatro coisas que enchem". Essas campanhas, segundo fomos informados, representou um verdadeiro divisor de águas no mundo da publicidade. Uma coisa é certa: não deixavam margem para interpretações de outra natureza. 

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